Gd beijo
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Retrospectiva de mim
Gd beijo
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Presente de natal
Eu queria te dar um presente neste natal.
Mas não um presente qualquer, pois a minha gratidão não tem tamanho.
O presente que eu quero te dar ainda não tem forma,
não o encontrei em lojas, nem nos mercados, farmácias ou barracas.
O presente que eu quero te dar tem jeito de anjo quando ri,
parece flor se abrindo com o orvalho,
voa como libélulas gestando o arco-íris,
se move como nuvens brancas num céu azul de verão.
O presente que eu quero te dar não tem nome, ou
tem todos os nomes:
presente-amor, presente-paz, presente-alegria,
presente-fé, presente-ternura, presente-solidariedade,
presente-perdão, presente-carinho, presente-felicidade!
O presente que eu quero te dar não se compra.
Mas o que é um presente, senão o que o próprio nome diz:
Presente. Presença.
Esse é de fato a única coisa que tenho de valor para te dar presente.
Presença!
Então…
Que neste natal, você também seja presente na sua família e com aqueles que te ama,
Esteja presente com doses generosas de presente-amor, presente-paz, presente-felicidade!
FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO-NOVO!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
Me perdi
Eu quase me perdi naqueles olhos verdes,
que me apresentava a imensidão do mar.
Eu quase me perdi naquele abraço carinhoso,
que me arrepiava o corpo.
Eu quase me perdi naquele beijo de afeto,
que me prometia o céu.
Eu quase me perdi naquela fala mansa,
que me seduzia em palavras.
Eu quase me perdi, mas foi em você que me achei:
no seu beijo, no seu colo, no seu corpo!
Eu quase me perdi, mas foi em você que encontrei o caminho do amor!
Eu quase me perdi, mas resisti como árvore que resiste
ao vento forte.
Nosso amor é como árvore frondosa com raízes profundas,
não se derruba com qualquer vento ou tempestade!
( Gilmara Wolkartt)
* Este poema é para você: Você que ama de verdade e não troca o seu amor por ninguém!
Um domingo cheio de amor para todos.
Gdbeijo
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ano novo
Mais um ano que chega
Nessa época me encho de esperança
Já que a esperança se aproxima,
Quero tudo que me pertence.
Quero estrelas cadentes anunciando um novo ano.
Quero a beleza de uma flor se abrindo.
Quero a magia das fadas.
Quero semear poesia em noites de solidão.
Quero ser flor de laranjeira que exala o perfume do amor.
Já que a esperança me acena,
quero o abraço dos anjos,
quero ser lua iluminada pelo sol,
quero adormecer no ninho da paixão
quero o encantamento do existir
quero asas recheadas de ternura
Já que a esperança me acena
quero alma em flor!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Coisas de Caio
“Seja alguém simples.
Seja algo que você ama e entende. Esqueça o resto,
tudo que você precisa está na sua alma e em seu coração.”
sábado, 10 de dezembro de 2011
Eu acredito em anjos
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Blogagem Coletiva - Natal
Este post faz parte da Blogagem Coletiva promovida pela querida blogueira Roselia, do blog Espiritual-idade com o tema “O que significa o natal para mim”.
O que significa o natal para mim?
Vou confessar: adoro natal. Para mim é uma época mágica. Gosto de ver a cidade se movimentando, o comércio alvoroçado, luzes piscando em todo canto. Gosto de ver as casas decoradas de pisca-pisca, papai noel, estrelas e anjos. É claro que não me agrada ver o natal perdendo o seu verdadeiro sentido e se tornando simplesmente um momento de consumo, uma data comercial.
Mesmo assim, gosto de ver o movimento das pessoas, de grupos se juntando para ajudar os outros. O clima de solidariedade que se estabelece nessa época do ano é muito bom de se ver, por mais que devesse acontecer durante o ano todo.
Natal para mim é isso, é solidariedade,é simplicidade, é doação, é amor. É sobretudo a oportunidade de nascer de novo. De renascer, de permitir que Jesus Cristo, exemplo maior de amor e solidariedade renasça também em nós. Natal para mim é renovação, é esperança. Por isso faço aqui a releitura de uma poesia que postei em dezembro de 2010:
Dezembro chegou.
Traz consigo o mistério do Natal.
Estrelas brilhantes acendem a humanidade.
Iluminam a esperança.
Despertam a solidariedade.
Acendem a fé.
Dezembro chegou.
Traz consigo um confronto com nosso Eu.
Nos faz refletir sobre a forma como vivemos.
Nos dá nova oportunidade de viver.
Dezembro chegou.
Traz como companheiro
Anjos, gnomos e estrelas.
Chegou a magia.
(Gilmara Wolkartt)
sábado, 3 de dezembro de 2011
35 anos para ser feliz
De: Martha Medeiros
Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.
A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.
Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.
Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.
Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.
Outubro de 1998
Martha Medeiros (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.
De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e colabora com a revista Época.
Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense - São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke. A autora é casada e tem duas filhas.
Texto extraído do livro "Trem-bala", L&PM Editores - Porto Alegre, 2002, pág.147.
http://www.releituras.com/mamedeiros_serfeliz.asp
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Neóteno
Viver é trilhar o caminho da aprendizagem. Se tem uma coisa que aprendi na vida é que estamos sempre aprendendo. Afinal somos todos neótenos.Segundo a psicanálise, neóteno quer dizer inacabado, um ser que nasce cedo demais e depende do outro para sobreviver.
Somos inacabados, ninguém sabe tudo, ninguém tem todas as respostas. Aliás a graça da vida é ainda ter perguntas. Mas voltemos ao ser neóteno que somos. Eu e você. Seres inacabados que dependem um do outro para viver.
Ninguém é uma ilha, ninguém vive sozinho, é o outro que nos proporciona a cada dia uma nova aprendizagem. essa é a única verdade que acredito. A vida é uma eterna aprendizagem. Com a maturidade aprendi isso. E essa é a vantagem de estar amadurecendo.
Com o tempo aprendi que as pessoas são mais felizes se tem amigos verdadeiros.
Então deixo para você aquele beijo. Para você que é amigo, virtual ou real, para você que quer ser amigo. Para você que transmite paz. Para você que vêm, para você que vai. Para você que sofre, para você que ri, para você que se emociona, para você que me lê, para você que se sente solitária , para você que lê poesia, para você que é poesia pura, para você que é crítico,para você que trabalha, para você que chora, para você que fala sozinho, para você que fala pouco, para você que não fala, para você que é feliz, para você que vive a vida com intensidade, para você que é ansioso, para você que tem medo, para você que sente dor, para você que cultiva flores, para você que dança, para você que faz arte, para você que produz conhecimento, para você que é simples e verdadeiro, para você que tem senso de humor, para você que tem paciência, para você que sabe perdoar, para você que não me esquece, para você que me respeita, para você que aprende todos os dias com a vida. Para você, aquele beijo!
domingo, 27 de novembro de 2011
Clariceando
Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.
OBS.; Na minha ilha a chuva não pára de cair. Passamos o dia de molho, o que é muito bom, pois precisava descansar. Aproveitei para fazer algumas artes e montar minha árvore de natal.
Deixo também os parabéns para a queridíssima Chica!
Boa semana para todos.
Gdbeijo
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Formiguinha
Em meio ao caos do fazer moderno, milhares de pessoas vendem a sua força de trabalho ao capitalismo. Vivem como formiguinhas num vai e vêm frenético. Operárias do capitalismo, trabalham, trabalham, trabalham. Não tem tempo para nada, trabalham.Lavam, passam, cozinham, varrem, fazem reuniões. No outro dia trabalham de novo, de novo, de novo.
Formiguinhas desse imenso formigueiro, que caminha trabalhando, tem um enorme peso nas costas, e continuam caminhando. Seguem a fileira das formiguinhas, cada uma com seu peso, cada uma com seu fardo. Muitas delas com um peso maior que seu tamanho.
Estou formiguinha hoje. Mas formiguinha cansada. Aquela formiguinha que parou no meio do caminho para refletir. Uma formiguinha que quer romper com a lógica do capital. Uma formiguinha que quer ter asas e voar!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Baú de Memórias II
Nós somos a nossa história. Somos compostos de lembranças, sensações, experiências. Registramos em nossas memórias, fatos,pessoas, luz, sombra, tato, cheiros…
Um dos cheiros que tenho mais presente em mim, é o cheiro de querosene.
Por incrível que pareça, em 1980, ainda morávamos num barraco de madeira e sem luz elétrica.
Sinto com clareza o cheiro do querosene, o cheiro do tecido retorcido e embebido no querosene da lamparina que aos poucos queimava, inicialmente alta, mas depois mais baixa. Eu ficava horas olhando aquela chama e ficava fascinada. O cheiro de querosene entrava pelas minhas narinas e tomava a casa inteira, logo que apagava a lamparina, saía aquela fumaça forte que ardia o nariz.
A família era grande e apenas uma pessoa determinava o lugar onde a lamparina precisava estar, essa pessoa era a minha mãe. Então, ás vezes ficávamos no escuro, se a lamparina ia com a minha mãe para outro cômodo da casa. Se ficássemos perto dela teríamos luz, estaríamos iluminados. Simbolicamente era isso mesmo, onde ela estava, fazia-se luz!
Mas a lamparina também traz lembranças ruins… certo dia, minha irmã mais velha esqueceu de apagar a lamparina quando fomos dormir. Dormíamos em quatro irmãos numa cama de casal. No meio da noite, sentimos uma grande quentura. Acordamos com os lençóis em chamas. A lamparina havia caído e nossas cobertas estavam pegando fogo, a parede de madeira também. Minha mãe correu para pegar água para apagar o fogo. Aquela parede queimada ficou ali durante muito tempo nos lembrando do acidente. Era uma marca enorme, preta, com carvão, que ficava logo acima da cabeceira da cama. Lembrava daquele dia fatídico. Lembrava que devíamos ter cuidado com o fogo. Lembrava que tem marcas que ficam….
domingo, 20 de novembro de 2011
Do que sinto
Há uma multidão de pensamentos em mim, uma multidão de sentimentos, uma multidão de sonhos. Todos desorganizados. Vivencio as sensações de cada vez, depois elaboro, depois coordeno, depois organizo. Me refugio nos sonhos, eles são os únicos que estão organizados. Assim vou vivendo, lendo a vida, vivendo. Observo com a paciência de um monge os sorrisos, as facetas, as falsidades, as mentiras, as limitações, os choros. É mágico esse ser-humano neótono, inacabado. Alguns estão engessados e não se abrem para a vida, mentem, se enganam, enganam o outro, decepcionam, cultivam a infelicidade.
Mas a mágica de um sorriso espontâneo me faz de novo me apaixonar por esse seres humanos que vejo, que estão em mim, que vivencio. Assim a vida se faz grande, milagrosa, apaixonante.
Apesar dessa intensa bagunça interna, prefiro o belo, prefiro sentir o perfume das flores, prefiro me deliciar com essa sensação maravilhosa que é viver.
Afinal, hoje é tempo de ser feliz!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Seus olhos
De longe, sinto o seu olhar.
Ele me segue.
Ele me filtra.
Ele me infiltra.
Através deles você me vê.
Mas vê além de mim.
Me beija com olhos.
Me seduz.
Me inebria.
Seu olhar transita pelo meu corpo.
Tira minhas roupas.
Me deixa nua.
Me arrepia!
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Minhas corujices
Minha vida tem sido uma correria, divido meu tempo em trabalhar, cuidar de duas casas( essa e a casa do sítio), das crianças, do cachorro, do marido! Sempre que o tempo me permite, me deleito com um bom livro, principalmente os de Martha Medeiros e os de Clarice Lispector, leio contos, pequenos textos e poesias.
Ainda faço poesia, costuro e blogo!
Na blogosfera descobri muitas coisas e uma delas foi o artesanato, agora divido meu tempo também com essas fofurices, encontrei o feltro e quando chego do trabalho estou sempre fazendo uma coisinha, relaxo com essa arte, feltro para mim, virou feltroterapia. Já falei que adoro corujas? Então adoro, fiz várias delas. Essa foi a primeira:
Mas hoje quero mostrar para vocês as almofadas de corujas que fiz para o meu filho:
Essa eu fiz ontem, não ficou linda! Ela veio fazer companhia para essa outra corujinha que já tinha feito:
Eu aproveitei umas almofadas prontas que já tinha e fiz essas zoiudas. O que acharam? Ficaram bonitas? Meu Cauã não desgruda delas e dorme agarradinho nas corujas!
Também fiz essas mandalas com discos de isopor de pizza e feltro recortado, a garrinha para pendurar é lacre de latinha de refrigerante, ainda falta terminar uma, quando tiver tudo prontinho mostro para vocês. Elas irão enfeitar minha sala de jantar.
Fico toda feliz em terminar meus trabalhos e poder dizer que fui eu quem fiz.
Agora quero mostrar minha outra arte no qual tenho o maior orgulho em mostrar:
Não é linda a minha princesa? Pois é, também foi eu quem fiz! Rssss..
Bom feriado para todos!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Não deixe para depois
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O que faço?
Me diz o que faço,
Com essa ânsia que habita aqui dentro,
Que sonha ser outra pessoa,
Que brinca de princesa e castelos,
Que rodopia segurando as mãos da vida
criança alegre, sorridente e faceira?
Me diz,
O que faço?
Com esse desejo
de sonhar com outros amores,
de vivenciar outras dores?
Me diz o que faço
com essa vontade de liberdade,
com esse desejo de felicidade?
Me diz o que faço
Com essa vontade de correr atrás do vento,
com essa ânsia de parar o tempo?
Me diz o que faço com essa menina que quer
brincar com as nuvens,
rodopiar com as estrelas
e fazer laços de afeto?
Me diz,
O que faço?
( Gilmara Wolkartt)
sábado, 5 de novembro de 2011
EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!
Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!
Texto de: Arnaldo Jabor
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Das saudades eternas
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Esperança
Estou insistindo em viver feliz. Sugo com toda a força o néctar da esperança.
Esse campo verde que me chama de braços abertos.
Me alimento de sonhos. Me alimento de esperança.
É a esperança que me faz caminhar.
Vivo. Ainda tenho esperança!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A menininha que vive em mim
A menininha que vive em mim, tem que dias que acorda frágil, quer carinho, quer atenção.
A menininha que vive em mim, em alguns dias grita alto, quer abraço apertado e canção de ninar.
A menininha que vive em mim, acorda no meio da noite com medo da escuridão da vida, medo do futuro obscuro, medo de que a felicidade do agora, seja uma felicidade passageira.
A menininha que vive em mim, tem uma saudade doída, do afago de sua mãe querida.
A menininha que vive em mim, não gosta de estar sozinha e se esconde da solidão.
A menininha que vive em mim, vive de ternura, deita-se na inocência e semeia perdão.
A menininha que vive em mim se lambuza de algodão doce, e deita em doces nuvens de sonhos.
A menininha que vive em mim, teima em tomar banho de chuva e deitar na areia para desenhar anjos.
A menininha que vive em mim agarra a vida, com força, com intensidade.
A menininha que vive em mim, VIVE de amor!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Do que sou III(com ousadia)
Deitado na cama, ele me olha
Com as mãos me chama e diz:
Deita aqui.
Olho suas mãos.
Divago.
Não consigo ser assim tão fácil.
Sou complexa.
Sou uma mulher para ser comida
com mil talheres.
Sou uma mulher para ser conquistada.
Sou uma mulher para ser comida com poesia.
( Gilmara Wolkartt)
domingo, 23 de outubro de 2011
Martha
Perguntas
Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém...
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali?
Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado?
Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV...
E você gelou porque o bom daquele momento já passou...
E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue?
Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso?
E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo?
Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou?
Para essas perguntas existem muitas respostas...
Mas o importante sobre elas não é a resposta em si...
Mas sim o sentimento...
Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal...
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra...
Então, qual a moral disso tudo?
Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa...
Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje!
Não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz!
E comece com você mesmo!!!
Texto de : Martha Medeiros
Imagem: Tumblr
**** Por aqui a chuva continua caindo, faz frio e o clima está perfeito para ficar debaixo do cobertor! Nada melhor que ler um livro na cama, no caso, Martha Medeiros é a minha leitura predileta para fazer excelentes reflexões!
BOM DOMINGO PARA TODOS!
Gd beijo
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Do baú de Memórias
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O algodão doce
A mulher caminha pela praça. Pára perto de um carrinho de mágica. Pede um algodão doce. Caminha. Com os dedos açucarados a menina vai. Caminha na grama verde. Senta na calçada. Se lambuza com o néctar açucarado do algodão doce. O doce mel lhe escorre pelos dedos.
Quando passa o algodão doce, passam flores de nuvens, nuvens de todas as cores ,rosas, azuis, brancas. Brancas como as nuvens. Nuvens de algodão doce. Pedacinhos de céu açucarados. Como é doce saborear o algodão doce.
Degustar algodão doce é deitar numa nuvem macia e saborear a vida. Tranquilamente, de forma leve, macia.. doce. Trazem gosto de quero mais, mais doçura da vida. Pelo menos naqueles minutos a vida se faz doce, doce como algodão doce. Doce como beijo de namorado. Doce como os sonhos de felicidade. Doce como alma do poeta.
Algodão doce é mágica, é açucar que vira nuvem. É adulto que vira criança.
domingo, 16 de outubro de 2011
A chuva
A chuva cai.
O dia está nublado.
Mas aqui dentro
Na minha alma
É verão!
O tempo ainda corre rápido
Mas a felicidade também!
Maravilha estar numa roda de samba
Curtindo aniversário dos amigos
Ainda tenho em mim o sol de sábado
E os papagaios voando sob o verde
das pastagens do sítio da minha esperança
Guardo com cuidado, dentro da caixinha de memória
a sensação do beijo, da pele, do afeto de estar junto desse amor eterno.
Numa noite de chuva,
Que num passe de mágica
Vira dia de verão!
Fonte das imagens: tumblr
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Ser criança é…
Ser enterrada na areia da praia
Ser criança é….
Caber dentro de uma caixa.
Ser criança é…
Sorrir mesmo que esteja sem dentes…
Ser criança é….
Descobrir a fantasia folheando um livro….
Ser criança é….
Tomar banho de rio….
Ser criança é…
Dormir quando tem sono, seja qual for o lugar
Ser criança é…
Ficar emburrado e se esconder em um cantinho qualquer…
Ser criança é…
Se lambuzar de chocolate
Ser criança é…
Ajudar o outro….
Ser criança é….
Fazer língua pra alguém
Ser criança é…
SORRIR PARA A VIDA….
QUE TODAS AS CRIANÇAS SEJAM FELIZES TODOS OS DIAS!
OBS.Essas imagens são pessoais, favor não copiar sob nenhuma hipótese!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Do meu tempo
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
O sol
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
MENINOS SÃO JOSÉ
Emocione-se com a poesia de Elisa Lucinda...
a José Bidart Duarte Guimarães e a todas as crianças:
( Meu pequeno Cauã, com 06 meses)
Toda criança me arrebata,
toda criança, por me olhar,
me arregaça as mangas do amor
e dele, desse amor,
morro de emoção.
Há nisso mais do que o fato
de criança ser igual flor,
mais do que criança ser da vida
a metáfora das coisas
e seu verdadeiro valor.
Vejo José pousando sobre a casa
as asas dele mudam o episódio lar.
Abraço o José em todo riso
e mesmo quando não o tenho no
colo todo o tempo...
evento de criança soprando a casa!
Eu fico com as pernas bambas
quando quem me aponta é uma criança.
José é Júlia, também Carolina, Pedro, Clara,
Olívia, Antônio, Valentina, Lina,
João, Luíza, Nicolau, Juliano,
Guilherme, Diogo, Jonas, Mayara, Vinícius, Leon, Natassia,
José é todas as galáxias de meninos,
porque são só verdades,
belas verdades,
límpidas eternidades,
futuros mundos.
Belas!
Tenho vontade de defendê-las
das injustiças dos ditos maiores,
dos esticados que,
aprisionados,
querem aprisionar.
Por todo o sempre e agora,
toda criança quando chora,
respondo- que foi?
Quem não te tratou direito?
(Toda criança quando chora
acho que me diz respeito.)
Quero as palavras delas,
a nitidez sublime das conversas
delirantes e sábias,
quero os descobrimentos que trazem
em sua transparência natural!
José voa na casa e eu pulso
no ventre como uma grávida perene, meu Deus,
(todo filho do mundo
é um pouco filho meu!)
Como me amolece o coração
barulho som de grito de infância
no colégio de manhã!
Como é, para o meu frio, lã
uma mãozinha pequenina
dizendo pra mim dos caminhos...,
elazinha dentro da minha,
como o dia carregando a noite e seu luar,
e aquela vozinha sem gastar,
me pedindo com carinho e desamparo:
me leva lá?
Não mimem crianças ao invés de amá-las,
para não adoecê-las
para não encouraçá-las!
Não oprimam crianças na minha frente,
vou interferir, vocês vão se danar,
vou escancarar!
Não usem criança na minha presença,
tomarei o partido delas,
não terão minha parcimônia,
não vou compactuar!
Não cunhem nelas a tirania,
eu vou denunciar!
Sou maternal de universo,
mil crianças caminham comigo!
Sou árvore cuja semente
se chama umbigo.
Ai... toda criança
quando grita mamãe,
respondo: que foi?
(Acho que é comigo!)
Brasília.(10/07/98)
Elisa Lucinda livro “A fúria da beleza”. Editora Record -2006
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Da minha ausência
Uma semana depois a pessoa aparece. Bem, é que eu estava ocupadíssima! Muito ocupada, vivendo grandes emoções.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Há amor em mim
Esse texto faz parte da blogagem coletiva “ Há amor em mim” proposta pela querida Elaine Gaspareto do blog Um pouco de Mim, em comemoração ao aniversário de 03 ano de blog. Parabéns Elaine!
Quando leio a frase há amor em mim, logo me vêm uma pergunta: Há amor em mim? Sem titubear respondo: Há, há amor em mim. Tanto amor que às vezes ele me escapole pelos olhos e se transformam em lágrima, em emoção líquida. Quanto mais penso, mais percebo, sou só amor! É o amor que me compõe, é o amor que me faz viva!
Quando vejo os pequenos gestos do meu pequeno Cauã, meu coração se enche de ternura. Me emociona ver o seu desenvolvimento, ver seus dedinhos desenhando, vê-lo de uniforme para ir à creche. A simples presença do meu filho me enche de amor! E quem tem amor, tem felicidade!
Quando vejo a minha filha já mocinha, se maquiando, me questionando, se responsabilizando pelas suas pequenas coisas, constato: há amor em mim. Por ela, para ela. Há em mim esse amor de mãe incondicional, ela pode ser tudo, qualquer coisa, pode errar, pode acertar, ainda assim a amarei!
Quando vejo o meu marido no sofá, tranquilo, à vontade, disfarçadamente o observo e meu coração se enche de amor, amo-o, amo tanto e tão profundamente que meu amor por ele é poesia pura, mesmo após 14 de casamento!
Há amor em mim, por cada criança pequenina que sofre violência física, psicológica e sexual que passa pelas minhas mãos, por elas o meu mais genuíno amor e sobretudo o meu desejo que elas encontrem nas suas vidas o amor que muitas vezes os seus pais não puderam dar, quando não são suficientes os atendimentos psicológicos e sociais pelos quais elas passam para amenizar seu sofrimento, meu coração transborda de amor e apelo aos céus que as protejam, meus joelhos se dobram e conclamo ao Senhor: Que Deus as proteja!
Há amor em mim, por cada um dos profissionais da minha equipe de trabalho, quando vejo a labuta diária e a dificuldade em trabalhar com situações tão desumanas!
Há amor em mim, por aqueles que me deram a vida, me amaram, me alimentaram, me acolheram. Meus pais, meus irmãos!
Diante do espelho, vejo minha imagem refletida e também declaro: Há amor em mim! Por mim mesma! Perdôo os meus defeitos, as minhas limitações, os meu ponto negativos. Me aceito. Me amo!
O amor está em mim! O amor é a razão de toda a minha existência!
Há amor em mim!














