sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Retrospectiva de mim


Sempre fui de fazer metas para cumprir no ano-novo, de uns tempos para cá não as dou mais tanta importância. Talvez porque esteja mais desorganizada, mais madura, vivendo mais o presente, sei lá…O fato que faz mais ou menos uns 03 anos que não faço mais listas a cumprir. Mas este ano tenho pensado nela, também é inevitável uma reflexão sobre o ano que se passou.
Em 2011, perdi um pouco as rédeas da minha casa, não tive faxineira e o serviço doméstico me irritou muito, a casa ficou um pouco desorganizada, pois não tinha tempo de deixar tudo pronto.
O ano que passou foi um ano de sofrimento na área profissional, mas chego ao final dele muito bem, comigo mesma, com minha equipe, com meus superiores, com o meu salário que também teve uma melhora. Nesse ano precisei ser muito forte, fria, paciente, mas o melhor é que não perdi a sensibilidade!
Foi em 2011 que aprendi mais com a poesia e passei a me expressar através dela, aliás a poesia se tornou um vício. Foi inesquecível a oficina de poesia que fiz com a grande poetiza capixaba Elisa Lucinda!
Também tomei uma decisão muito importante nesse ano, deletei meu blog inicial, diário de uma psi e o transformei em Alma em Flor, meus 365 seguidores foram embora, mas ganhei 130 amigos, foi uma sábia decisão!
O ano de 2011 foi um ano de aprendizagem, de amadurecimento pessoal, profissional, e emocional. Nesse ano não fiz grandes conquistas nem alcancei grandes realizações, não estudei, não fiz grandes viagem, não liderei nada na igreja. Dediquei meu tempo aos meus filhos e minha família.
Esse não foi um ano de ações para fora, e sim de ações para dentro. Foi um ano em que olhei muito para dentro de mim, refleti, amadureci e transformei tudo em poesia. Agora já começo a sonhar, quem sabe com um livro um dia!
Então do saldo desse ano a única coisa que posso fazer é agradecer: meus filhos não ficaram doentes, não passamos nenhuma provação, meu casamento continua firme, não tivemos desemprego ou morte na família, só posso mesmo agradecer!
Adeus 2011, foi muito ter vivido esse ano!
Que venha 2012, nesse ano quero fazer uma coisa que não fiz em 2012: viajar. Afinal, no final da vida, o que temos? Memórias, apenas memórias. Também quero fazer uma atividade física, a mais prazerosa que eu encontrar( desde que não seja academia), quero me alimentar melhor e quem sabe fazer outra pós-graduação, mas uma que me agrade muito! Não farei mais nada que não me faça bem ou me dê algum prazer! Então essa não é uma lista obrigatória.
Por fim só mais um agradecimento: a você. Você que esteve por aqui me lendo,que não me abandonou nem mesmo quando mudei o nome do blog, que me lê em silêncio, que sempre comenta o que eu escrevo. Meu agradecimento especial a Tereza, Lucinha, Tina, Sonhadora, Manuel, Bety, Valéria, Ma, Regina, Amanda, Eloah, Chica, Ju, Rosélia, Meire, vocês tornaram meu 2011 muito melhor. Foi com as palavras de cada um de vocês que cresci, amadureci, sorri, aprendi e me emocionei! Obrigada de verdade!
Para vocês um 2012 repleto de realizações!
FELIZ 2012!

OBS.: Essa é a minha última postagem de 2011, como moro num estado abençoado até no nome, estou de férias e vou curtir o revellion nas dunas capixabas, em Itaúnas. Volto em 2012.
Gd beijo

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Presente de natal

 

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Eu queria te dar um presente neste natal.

Mas não um presente qualquer, pois a minha gratidão não tem tamanho.

O presente que eu quero te dar ainda não tem forma,

não o encontrei em lojas, nem nos mercados, farmácias ou barracas.

O presente que eu quero te dar tem jeito de anjo quando ri,

parece flor se abrindo com o orvalho,

voa como libélulas gestando o arco-íris,

se move como nuvens brancas num céu azul de verão.

O presente que eu quero te dar não tem nome, ou

tem todos os nomes:

presente-amor, presente-paz, presente-alegria,

presente-fé, presente-ternura, presente-solidariedade,

presente-perdão, presente-carinho, presente-felicidade!

O presente que eu quero te dar não se compra.

Mas o que é um presente, senão o que o próprio nome diz:

Presente. Presença.

Esse é de fato a única coisa que tenho de valor para te dar presente.

Presença!

Então…

Que neste natal, você também seja presente na sua família e com aqueles que te ama,

Esteja presente com doses generosas de presente-amor, presente-paz, presente-felicidade!

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO-NOVO!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011




Porque hoje,
pontos de luz piscam no meu caminho,
flores estão à minha mesa,
e minha alegria...
minha alegria está em festa!

(Gilmara Wolkartt)

Beijos iluminados para você que como eu se prepara para celebrar o natal!


domingo, 18 de dezembro de 2011

Me perdi

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Eu quase me perdi naqueles olhos verdes,

que me apresentava a imensidão do mar.

Eu quase me perdi naquele abraço carinhoso,

que me arrepiava o corpo.

Eu quase me perdi naquele beijo de afeto,

que me prometia o céu.

Eu quase me perdi naquela fala mansa,

que me seduzia em palavras.

Eu quase me perdi, mas foi em você que me achei:

no seu beijo, no seu colo, no seu corpo!

Eu quase me perdi, mas foi em você que encontrei o caminho do amor!

Eu quase me perdi, mas resisti como árvore que resiste

ao vento forte.

Nosso amor é como árvore frondosa com raízes profundas,

não se derruba com qualquer vento ou tempestade!

( Gilmara Wolkartt)

 

* Este poema é para você: Você que ama de verdade e não troca o seu amor por ninguém!

Um domingo cheio de amor para todos.

Gdbeijo

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ano novo

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Mais um ano que chega

Nessa época me encho de esperança

Já que a esperança se aproxima,

Quero tudo que me pertence.

Quero estrelas cadentes anunciando um novo ano.

Quero a beleza de uma flor se abrindo.

Quero a  magia das fadas.

Quero semear poesia em noites de solidão.

Quero ser flor de laranjeira que exala o perfume do amor.

Já que a esperança me acena,

quero o abraço dos anjos,

quero ser lua iluminada pelo sol,

quero adormecer no ninho da paixão

quero o encantamento do existir

quero asas recheadas de ternura

Já que a esperança me acena

quero  alma em flor!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Coisas de Caio

 

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“Seja alguém simples.

Seja algo que você ama e entende. Esqueça o resto,

tudo que você precisa está na sua alma e em seu coração.”

Caio Fernando Abreu

sábado, 10 de dezembro de 2011

Eu acredito em anjos

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Numa tarde de verão, senti uma leve pluma de algodão
voando em minha direção,
Eram as plumas das asas de um anjo.
Foi das asas desse anjo que recolhi o néctar da ternura.
Anjo de olhos azuis,
pedaços de céu que brilham na escuridão.
Algumas pessoas são assim,
anjos disfarçados de humanos,
que atravessam nosso caminho.
Anjos de luz que iluminam a nossa existência.
Velam pelos amigos em silêncio.
Almas sensíveis que com seu carinho nos apresenta ao céu,
Sensibilidades á flor da pele recheadas de afeto.
Sensibilidades que ultrapassam todas as barreiras do amor.
São sol, mas também são lua.
Tem pessoas que são assim,
verdadeiras jóias raras.
Tem pessoas que são Dani Merlo!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Blogagem Coletiva - Natal

Este post faz parte da  Blogagem Coletiva promovida pela querida blogueira Roselia, do blog Espiritual-idade com o tema “O que significa o natal para mim”.

O que significa o natal para mim?

Vou confessar: adoro natal. Para mim é uma época mágica. Gosto de ver a cidade se movimentando, o comércio alvoroçado, luzes piscando em todo canto. Gosto de ver as casas decoradas de pisca-pisca, papai noel, estrelas e anjos. É claro que não me agrada ver o natal perdendo o seu verdadeiro sentido e se tornando simplesmente um momento de consumo, uma data comercial.

Mesmo assim, gosto de ver o movimento das pessoas, de grupos se juntando para ajudar os outros. O clima de solidariedade que se estabelece nessa época do ano é muito bom de se ver, por mais que devesse acontecer durante o ano todo.

Natal para mim é isso, é solidariedade,é simplicidade, é doação, é amor. É sobretudo a oportunidade de nascer de novo. De renascer, de permitir que Jesus Cristo, exemplo maior de amor e solidariedade renasça também em nós. Natal para mim é renovação, é esperança. Por isso faço aqui a releitura de uma poesia que postei em dezembro de 2010:

Dezembro chegou.

Traz consigo o mistério do Natal.

Estrelas brilhantes acendem a humanidade.

Iluminam a esperança.

Despertam a solidariedade.

Acendem a fé.

Dezembro chegou.

Traz consigo um confronto com nosso Eu.

Nos faz refletir sobre a forma como vivemos.

Nos dá nova oportunidade de viver.

Dezembro chegou.

Traz como companheiro

Anjos, gnomos e estrelas.

Chegou a magia.

 

(Gilmara Wolkartt)

sábado, 3 de dezembro de 2011

35 anos para ser feliz

 


De: Martha Medeiros

Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.
A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.
Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.
Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.
Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.
Outubro de 1998


Martha Medeiros (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação  em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.
De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e  colabora com a revista Época.
Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense - São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996).  Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke. A autora é casada e tem duas filhas.


Texto extraído do livro "Trem-bala", L&PM Editores - Porto Alegre, 2002, pág.147.

 

http://www.releituras.com/mamedeiros_serfeliz.asp

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Neóteno

 

Viver é trilhar o caminho da aprendizagem. Se tem uma coisa que aprendi na vida é que estamos sempre aprendendo. Afinal somos todos neótenos.Segundo a psicanálise, neóteno quer dizer inacabado, um ser que nasce cedo demais e depende do outro para sobreviver.

Somos inacabados, ninguém sabe tudo, ninguém tem todas as respostas. Aliás a graça da vida é ainda ter perguntas. Mas voltemos ao ser neóteno que somos. Eu e você. Seres inacabados que dependem um do outro para viver.

Ninguém é uma ilha, ninguém vive sozinho, é o outro que nos proporciona a cada dia uma nova aprendizagem. essa é a única verdade que acredito. A vida é uma eterna aprendizagem. Com a maturidade aprendi isso. E essa é a vantagem de estar amadurecendo.

Com o tempo aprendi que as pessoas são mais felizes se tem amigos verdadeiros.

Então deixo para você aquele beijo. Para você que é amigo, virtual ou real, para você que quer ser amigo. Para você que transmite paz.  Para você que vêm, para você que vai. Para você que sofre, para você que ri, para você que se emociona, para você que me lê, para você que se sente solitária , para você que lê poesia, para você que é poesia pura, para você que é crítico,para você que trabalha, para você que chora, para você que fala sozinho, para você que fala pouco, para você que não fala, para você que é feliz, para você que vive a vida com intensidade, para você que é ansioso,  para você que tem medo, para você que sente dor, para você que cultiva flores, para você que dança, para você que faz arte, para você que produz conhecimento, para você que é simples e verdadeiro, para você que tem senso de humor, para você que tem paciência, para você que sabe perdoar, para você que não me esquece, para você que me respeita,  para você que aprende todos os dias com a vida. Para você, aquele beijo!

bbb

domingo, 27 de novembro de 2011

Clariceando

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Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.

Clarice Lispector

OBS.; Na minha ilha a chuva não pára de cair. Passamos o dia de molho, o que é muito bom, pois precisava descansar. Aproveitei para fazer algumas artes e montar minha árvore de natal.

Deixo também os parabéns para a queridíssima Chica!

Boa semana para todos.

Gdbeijo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Formiguinha

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Em meio ao caos do fazer moderno, milhares de pessoas vendem a sua força de trabalho ao capitalismo. Vivem como formiguinhas num vai e vêm frenético. Operárias do capitalismo, trabalham, trabalham, trabalham. Não tem tempo para nada, trabalham.Lavam, passam, cozinham, varrem, fazem reuniões. No outro dia trabalham de novo, de novo, de novo.

Formiguinhas desse imenso formigueiro, que caminha trabalhando, tem um enorme peso nas costas, e continuam caminhando. Seguem a fileira das formiguinhas, cada uma com seu peso, cada uma com seu fardo. Muitas delas com um peso maior que seu tamanho.

Estou formiguinha hoje. Mas formiguinha cansada. Aquela formiguinha que parou no meio do caminho para refletir. Uma formiguinha que quer romper com a lógica do capital. Uma formiguinha que quer ter asas e voar!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Baú de Memórias II

 

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Nós somos a nossa história. Somos compostos de lembranças, sensações, experiências. Registramos em nossas memórias, fatos,pessoas, luz, sombra, tato, cheiros…

Um dos cheiros que tenho mais presente em mim, é o cheiro de querosene.

Por incrível que pareça, em 1980, ainda morávamos num barraco de madeira e sem luz elétrica.

Sinto com clareza o cheiro do querosene, o cheiro do tecido retorcido e embebido no querosene da lamparina que aos poucos queimava, inicialmente alta, mas depois mais baixa. Eu ficava horas olhando aquela chama e ficava fascinada. O cheiro de querosene entrava pelas minhas narinas e  tomava a casa inteira, logo que apagava a lamparina, saía aquela fumaça forte que ardia o nariz.

A família era grande e apenas uma pessoa determinava o lugar onde a lamparina precisava estar, essa pessoa era a minha mãe. Então, ás vezes ficávamos no escuro, se a lamparina ia com a minha mãe para outro cômodo da casa. Se ficássemos perto dela teríamos luz, estaríamos iluminados. Simbolicamente era isso mesmo, onde ela estava, fazia-se luz!

Mas a lamparina também traz lembranças ruins… certo dia, minha irmã mais velha esqueceu de apagar a lamparina quando fomos dormir. Dormíamos em quatro irmãos numa cama de casal. No meio da noite, sentimos uma grande quentura. Acordamos com os lençóis em chamas. A lamparina havia caído e nossas cobertas estavam pegando fogo, a parede de madeira também. Minha mãe correu para pegar água para apagar o fogo. Aquela parede queimada ficou ali durante muito tempo nos lembrando do acidente. Era uma marca enorme, preta, com carvão, que ficava logo acima da cabeceira da cama. Lembrava daquele dia fatídico. Lembrava que devíamos ter cuidado com o fogo. Lembrava que tem marcas que ficam….

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domingo, 20 de novembro de 2011

Do que sinto

 

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Há uma multidão de pensamentos em mim, uma multidão de sentimentos, uma multidão de sonhos. Todos desorganizados. Vivencio as sensações de cada vez, depois elaboro, depois coordeno, depois organizo. Me refugio nos sonhos, eles são os únicos que estão organizados. Assim vou vivendo, lendo a vida, vivendo. Observo com a paciência de um monge os sorrisos, as facetas, as falsidades, as mentiras, as limitações, os choros.  É mágico esse ser-humano neótono, inacabado. Alguns estão engessados e não se abrem para a vida, mentem, se enganam, enganam o outro, decepcionam, cultivam a infelicidade.

Mas a mágica de um sorriso espontâneo me faz de novo me apaixonar por esse seres humanos que vejo, que estão em mim, que vivencio. Assim a vida se faz grande, milagrosa, apaixonante.

Apesar dessa intensa bagunça interna, prefiro o belo, prefiro sentir o perfume das flores, prefiro me deliciar com essa sensação maravilhosa que é viver.

Afinal, hoje é tempo de ser feliz!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Seus olhos

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De longe, sinto o seu olhar.

Ele me segue.

Ele me filtra.

Ele me infiltra.

Através deles você me vê.

Mas vê além de mim.

Me beija com olhos.

Me seduz.

Me inebria.

Seu olhar transita pelo meu corpo.

Tira minhas roupas.

Me deixa nua.

Me arrepia!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Minhas corujices

Minha vida tem sido uma correria, divido meu tempo em trabalhar, cuidar de duas casas( essa e a casa do sítio), das crianças, do cachorro, do marido! Sempre que o tempo me permite, me deleito com um bom livro, principalmente os de Martha Medeiros e os de Clarice Lispector, leio contos, pequenos textos e poesias.

Ainda faço poesia, costuro e blogo!

Na blogosfera descobri muitas coisas e uma delas foi o artesanato, agora divido meu tempo também com essas fofurices, encontrei o feltro e quando chego do trabalho estou sempre fazendo uma coisinha, relaxo com essa arte, feltro para mim, virou feltroterapia. Já falei que adoro corujas? Então adoro, fiz várias delas. Essa foi a primeira:

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Mas hoje quero mostrar para vocês as almofadas de corujas que fiz para o meu filho:

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Essa eu fiz ontem, não ficou linda! Ela veio fazer companhia para essa outra corujinha que já tinha feito:

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Eu aproveitei umas almofadas prontas que já tinha e fiz essas zoiudas. O que acharam? Ficaram bonitas? Meu Cauã não desgruda delas e dorme agarradinho nas corujas!

Também fiz essas mandalas com discos de isopor de pizza e feltro recortado, a garrinha para pendurar é lacre de latinha de refrigerante, ainda falta terminar uma, quando tiver tudo prontinho mostro para vocês. Elas irão enfeitar minha sala de jantar.

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Fico toda feliz em terminar meus trabalhos e poder dizer que fui eu quem fiz.

Agora quero mostrar minha outra arte no qual tenho o maior orgulho em mostrar:

 

 

 

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Não é linda a minha princesa?  Pois é, também foi eu quem fiz! Rssss..

Bom feriado para todos!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Não deixe para depois


"Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá..."

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O que faço?

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Me diz o que faço,

Com essa ânsia que habita aqui dentro,

Que sonha ser outra pessoa,

Que brinca de princesa e castelos,

Que rodopia segurando as mãos da vida

criança alegre, sorridente e faceira?

Me diz,

O que faço?

Com esse desejo

de sonhar com outros amores,

de vivenciar outras dores?

Me diz o que faço

com essa vontade de liberdade,

com esse desejo de felicidade?

Me diz o que faço

Com essa vontade de correr atrás do vento,

com essa ânsia de parar o tempo?

Me diz o que faço com essa menina que quer

brincar com as nuvens,

rodopiar com as estrelas

e fazer laços de afeto?

Me diz,

O que faço?

( Gilmara Wolkartt)

sábado, 5 de novembro de 2011

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

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Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Texto de: Arnaldo Jabor

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Das saudades eternas

Tem marcas que ficam para sempre. Uma delas é a marca da ausência. Fica ali um vazio. Um silêncio.
A marca da morte é a marca mais profunda que conheço. Fere profundamente a alma de forma silenciosa. O tempo faz a ferida cicatrizar. Mas ainda assim fica a marca, grande, protuberante, com quelóide.
Tenho em mim duas marcas profundas. A morte do meu pai e a morte da minha mãe.Minha mãe faleceu primeiro, um ano depois meu pai faleceu. Duas perdas seguidas. Duas marcas com quelóide. Insuperáveis.
Mas como já poetei por aqui.Eu sobrevivi. Depois dessas duas perdas nada mais me abala. Descobri que suporto qualquer coisa, sobrevivo a qualquer dor, descobri que sou como bambu, que diante das tempestades da vida, enverga,range, mas não quebra. Uma lição que esses dois grandes guerreiros me ensinaram até quando se fizeram ausentes fisicamente. Pois emocionalmente eles estão presentes em todos os espaços e momentos de nossa vida.
Aos meus amados pais:
Dário e Zilma.
Minhas saudades eternas.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Esperança

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Estou insistindo em viver feliz. Sugo com toda a força o néctar da esperança.

Esse campo verde que me chama de braços abertos.

Me alimento de sonhos. Me alimento de esperança.

É a esperança que me faz caminhar.

Vivo. Ainda tenho esperança!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A menininha que vive em mim

tumblr_l94ynlvewL1qcgu8to1_1280                                                                                                     Imagem: Tumblr

 

A menininha que vive em mim, tem que dias que acorda frágil, quer carinho, quer atenção.

A menininha que vive em mim, em alguns dias grita alto, quer abraço apertado e canção de ninar.

A menininha que vive em mim, acorda no meio da noite com medo da escuridão da vida, medo do futuro obscuro, medo de que a felicidade do agora, seja uma felicidade passageira.

A menininha que vive em mim, tem uma saudade doída, do afago de sua mãe querida.

A menininha que vive em mim, não gosta de estar sozinha e se esconde da solidão.

A menininha que vive em mim, vive de ternura, deita-se na inocência e semeia perdão.

A menininha que vive em mim se lambuza de algodão doce, e deita em doces nuvens de sonhos.

A menininha que vive em mim, teima em tomar banho de chuva e deitar na areia para desenhar anjos.

A menininha que vive em mim agarra a vida, com força, com intensidade.

A menininha que vive em mim, VIVE de amor!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Do que sou III(com ousadia)

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Deitado na cama, ele me olha

Com as mãos me chama e  diz:

Deita aqui.

Olho suas mãos.

Divago.

Não consigo ser assim tão fácil.

Sou complexa.

Sou uma mulher para ser comida

com mil talheres.

Sou uma mulher para ser conquistada.

Sou uma mulher para ser comida com poesia.

( Gilmara Wolkartt)

 

domingo, 23 de outubro de 2011

Martha

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Perguntas


Quantas vezes você andava na rua e sentiu um perfume e lembrou de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você olhou para uma paisagem em uma foto, e não se imaginou lá com alguém...
Quantas vezes você estava do lado de alguém, e sua cabeça não estava ali?
Alguma vez você já se arrependeu de algo que falou dois segundos depois de ter falado?
Você deve ter visto que aquele filme, que vocês dois viram juntos no cinema, vai passar na TV...
E você gelou porque o bom daquele momento já passou...
E aquela música que você não gosta de ouvir porque lembra algo ou alguém que você quer esquecer mas não consegue?
Não teve aquele dia em que tudo deu errado, mas que no finzinho aconteceu algo maravilhoso?
E aquele dia em que tudo deu certo, exceto pelo final que estragou tudo?
Você já chorou por que lembrou de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?
Você já reencontrou um grande amor do passado e viu que ele mudou?
Para essas perguntas existem muitas respostas...
Mas o importante sobre elas não é a resposta em si...
Mas sim o sentimento...
Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal...
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra...
Então, qual a moral disso tudo?
Nem tudo sai como planejamos portanto, uma coisa é certa...
Não continue pensando em suas fraquezas e erros, faça tudo que puder para ser feliz hoje!
Não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz!
E comece com você mesmo!!!

Texto de : Martha Medeiros

                                                                                        Imagem: Tumblr

 

**** Por aqui a chuva continua caindo, faz frio e o clima está perfeito para ficar debaixo do cobertor! Nada melhor que ler um livro na cama, no caso, Martha Medeiros é a minha leitura predileta para fazer excelentes reflexões!

BOM DOMINGO PARA TODOS!

Gd beijo

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Do baú de Memórias

Ainda tenho em mim alguns diamantes brutos, cada escrito desses, faz com que eu o lapide e o transforme em jóias. São escritos que estão registrados na minha alma e fazem parte da minha história de vida.
Segue mais um deles:
Sou uma dessas pessoas que nasceram desprivilegiadas. Não nasci em berço de ouro. Aliás, nem berço tive. Os bebês quando nasciam na minha casa, dormiam na cama dos pais mesmo. Não tive nada material. Não tive boneca, não tive berço, não tive chupeta, não tive brinquedos comprados. Não tive roupas de lojas. Dormíamos em quatro numa cama de casal. Não tive quarto, não tive cama.
As roupas que usávamos eram todas feitas pela minha mãe. Vestidos de chitão. Calcinha de pano. Bicicleta? Sonho impossível. Maçã só existia nos contos de fada da escola.
A comida também não era farta. Ás vezes faltava comida em casa. Isso mesmo, já passei fome sim. Nesses momentos a minha avó nos salvava, fazia pirão de feijão, farinha e cebola, todos matavam a fome com aquele pirão, aliás ainda me lembro do sabor maravilhoso que aquele pirão de cebola fazia m nossa boca após 02 dias de fome, ele virava um verdadeiro banquete!
Apesar de viver numa família enorme, num total de 12 pessoas e todos muito próximos, os gestos de carinho não existiam nessa família. Não tive abraço,não tive beijo, não tive festa de aniversário. Os afetos não circulavam através de ações.
Comecei a trabalhar muito cedo, aos 10 anos já trabalhava como babá numa casa de família.Só assim era possível comprar as coisas que necessitava, como cadernos,  lápis, caneta, sapato, calcinha. Eu era responsável por cuidar de um bebê que se chamava Juliano e passar as roupas dele. Era uma família vizinha nossa. Aos 13 fui trabalhar como doméstica numa casa mais distante. Aos 15 fui trabalhar num salão de beleza lavando os cabelos das madames, lá ganhava um pouquinho mais, o valor de meio salário mínimo. Não tive presentes, não jóias, não tive espelho, não tive conselho.
Não tive oportunidades, mas a falta me colocou a procura. Nunca me contentei com a falta. Cavei com garras de águia todas as oportunidades. O desprivilégio não me fez derrotada, o desprivilégio me fez fênix.
No Brasil, pessoas como eu, tem tudo para dar errado. Nasci pobre, nasci negra, nasci mulher!
Mas como já foi dito por alguém, quando se nasce assim, ou você senta, chora e se lamenta, ou você vende flores.
EU ESCOLHI VENDER FLORES!

Atualizando:

Olha que linda homenagem ganhei da Eloah, ela escreve lindas poesias e espalha flores através de suas palavras e gestos de carinho.
Obrigada Eloah. Visite o blog: http://alemdosfragmentos24x7.blogspot.com/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O algodão doce

 

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A mulher caminha pela praça. Pára perto de um carrinho de mágica. Pede um algodão doce. Caminha. Com os dedos açucarados a menina vai. Caminha na grama verde. Senta na calçada. Se lambuza com o néctar açucarado do algodão doce. O doce mel lhe escorre pelos dedos.

Quando passa o algodão doce, passam flores de nuvens, nuvens de todas as cores ,rosas, azuis, brancas. Brancas como as nuvens. Nuvens de algodão doce. Pedacinhos de céu açucarados. Como é doce saborear o algodão doce.

Degustar algodão doce é deitar numa nuvem macia e saborear a vida. Tranquilamente, de forma leve, macia.. doce. Trazem gosto de quero mais, mais doçura da vida. Pelo menos naqueles minutos a vida se faz doce, doce como algodão doce. Doce como beijo de namorado. Doce como os sonhos de felicidade. Doce como  alma do poeta.

Algodão doce é mágica, é açucar que vira nuvem. É adulto que vira criança.

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domingo, 16 de outubro de 2011

A chuva

A chuva cai.

O dia está nublado.

Mas aqui dentro

Na minha alma

É verão!

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O tempo ainda corre rápido

Mas a felicidade também!

Maravilha estar numa roda de samba

Curtindo aniversário dos amigos

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Ainda tenho em mim o sol de sábado

E os papagaios voando sob o verde

das pastagens do sítio da minha esperança

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Guardo com cuidado, dentro da caixinha de memória

a sensação do beijo, da pele, do afeto de estar junto desse amor eterno.

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Numa noite de chuva,

Que num passe de mágica

Vira dia de verão!

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Fonte das imagens: tumblr

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ser criança é…

 

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Ser enterrada na areia da praia

Ser criança é….

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Caber dentro de uma caixa.

Ser criança é…

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Sorrir mesmo que esteja sem dentes…

Ser criança é….

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Descobrir a fantasia folheando um livro….

Ser criança é….

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Tomar banho de rio….

Ser criança é…

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Dormir quando tem sono, seja qual for o lugar

Ser criança é…

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Ficar emburrado e se esconder em um cantinho qualquer…

Ser criança é…

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Se lambuzar de chocolate

Ser criança é…

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Ajudar o outro….

Ser criança é….

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Fazer língua pra alguém

Ser criança é…

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SORRIR PARA A VIDA….

 

QUE TODAS AS CRIANÇAS SEJAM FELIZES TODOS OS DIAS!

 

 

OBS.Essas imagens são pessoais, favor não copiar sob nenhuma hipótese!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Do meu tempo




O tempo anda me dando rasteira
Brinca comigo
Ri da minha cara
Passa a mão em mim
E sai correndo
Corro atrás dele
Mas não o alcanço
Tento administrá-lo,
Peço calma
Mas,
Quando vejo ele já passou.
O tempo,
Ah! O tempo!
Esse velho brincalhão
Que marca a minha pele de rugas
E se ausenta da minha vida
Quando vejo já é noite!
O tempo me usurpa
Ele corre de mim,
se esconde!
O tempo,
Ah! O tempo
Quando ele será meu aliado?

Gilmara Wolkartt


* Amigos, o tempo anda passando rápido demais, hoje já é segunda-feira e mais uma semana se inicia, vamos torcer para que pelo menos ela seja uma semana boa.
Bom início de semana para todos!
Gd beijo

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O sol




Acorda amor,
O sol abraça a terra
Suas frestas te procuram
Enchem de luz a sua face
E te beija
Se desmancha em você


Acorda amor,
Anjos brincam com bolas de luz
Rodopiam ao redor do sol
O sol está rindo,
com o riso de uma criança
Receba o beijo do sol


Abra os braços para o seu brilho
Deixe refletir a sua luz
E resplandeça
O dia está lindo
O sol está te chamando:


Vem, vem
VIVER!

(Gilmara Wolkartt)

Na minha ilha o dia amanheceu lindo, e o sol fazia um convite especial para a vida. Sexta-feira, sol de primavera, não há outra saída a não ser brindar a vida! Aproveite!
BOM FINAL DE SEMANA!
GD BEIJO!

* Aviso, algumas pessoas tem reclamado que não conseguem comentar no blog, fui na Elaine e segui todos os conselhos, inclusive retirei os blogs da lateral, mas todos eles estão no meu coração, espero que as coisas na blogosfera normalize logo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

MENINOS SÃO JOSÉ

Emocione-se com a poesia de Elisa Lucinda...

a José Bidart Duarte Guimarães e a todas as crianças:

Z1dzufrk( Meu pequeno Cauã, com 06 meses)

 
Toda criança me arrebata,
toda criança, por me olhar,
me arregaça as mangas do amor
e dele, desse amor,
morro de emoção.
Há nisso mais do que o fato
de criança ser igual flor,
mais do que criança ser da vida
a metáfora das coisas
e seu verdadeiro valor.
Vejo José pousando sobre a casa
as asas dele mudam o episódio lar.
Abraço o José em todo riso
e mesmo quando não o tenho no
colo todo o tempo...
evento de criança soprando a casa!
Eu fico com as pernas bambas
quando quem me aponta é uma criança.
José é Júlia, também Carolina,  Pedro, Clara,
Olívia, Antônio, Valentina,  Lina,
João, Luíza, Nicolau,  Juliano,
Guilherme, Diogo, Jonas, Mayara, Vinícius, Leon, Natassia,
José é todas as galáxias de meninos,
porque são só verdades,
belas verdades,
límpidas eternidades,
futuros mundos.
Belas!
Tenho vontade de defendê-las
das injustiças dos ditos maiores,
dos esticados que,
aprisionados,
querem aprisionar.
Por todo o sempre e agora,
toda criança quando chora,
respondo- que foi?
Quem não te tratou direito?
(Toda criança quando chora
acho que me diz respeito.)
Quero as palavras delas,
a nitidez sublime das conversas
delirantes e sábias,
quero os descobrimentos que trazem
em sua transparência natural!
José voa na casa e eu pulso
no ventre como uma grávida perene, meu Deus,
(todo filho do mundo
é um pouco filho meu!)
Como me amolece o coração
barulho som de grito de infância
no colégio de manhã!
Como é, para o meu frio, lã
uma mãozinha pequenina
dizendo pra mim dos caminhos...,
elazinha dentro da minha,
como o dia carregando a noite e seu luar,
e aquela vozinha sem gastar,
me pedindo com carinho e desamparo:
me leva lá?
Não mimem crianças ao invés de amá-las,
para não adoecê-las
para não encouraçá-las!
Não oprimam crianças na minha frente,
vou interferir, vocês vão se danar,
vou escancarar!
Não usem criança na minha presença,
tomarei o partido delas,
não terão minha parcimônia,
não vou compactuar!
Não cunhem nelas a tirania,
eu vou denunciar!
Sou maternal de universo,
mil crianças caminham comigo!
Sou árvore cuja semente
se chama umbigo.
Ai... toda criança
quando grita mamãe,
respondo: que foi?
(Acho que é comigo!)


Brasília.(10/07/98)
Elisa Lucinda livro “A fúria da beleza”. Editora Record -2006

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Da minha ausência



Uma semana depois a pessoa aparece. Bem, é que eu estava ocupadíssima! Muito ocupada, vivendo grandes emoções.

Semana  passada fiz um curso maravilhoso com a poeta Elisa Lucinda, ela é atriz e poeta capixaba e esteve por aqui conosco nos dando um curso que foi pura aprendizagem, bebi poesia nessas dias, fiquei totalmente embriagada de emoção e bem estar! No final do curso, cada uma das pessoas tiveram que recitar uma poesia, tremi nas bases, mas adorei declamar.
O curso era no horário da noite, então como trabalho o dia todo e a noite ia para o curso, não tive como postar nada.
No final de semana foi o casamento do meu irmão no interior, e eu fui madrinha. Mais um momento de grande emoção! Minha sobrinha foi daminha e estava linda! Minhas irmãs vieram de Curitiba, a família estava toda reunida! Uma mulherada dentro de casa, barulho de criança, brincadeiras, risadas, muita conversa e uma comilança danada! Os sentimentos vivenciados foram os mais diversos, matei saudades de gente que há tempos não via, fiz descobertas, andei nas ruas da minha infância, tive percepções e insights que me aproximaram um pouco mais de mim. Enfim, vivi momentos deliciosos!
Por isso a ausência, estava muito ocupada, vivendo!

Aos pouquinhos vou colocando as visitas em dia, e agradeço muitíssimo todos os comentários na blogagem coletiva, todos eles fizeram o meu coração bailar de felicidade!

Boa semana para todos.

Gd beijo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Há amor em mim

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Esse texto  faz parte da blogagem coletiva “ Há amor em mim” proposta pela querida Elaine Gaspareto do blog Um pouco de Mim, em comemoração ao aniversário de 03 ano de blog. Parabéns Elaine!

ZZZZZA~1

Quando leio a frase há amor em mim, logo me vêm uma pergunta: Há amor em mim? Sem titubear respondo: Há, há amor em mim. Tanto amor que às vezes ele me escapole pelos olhos e se transformam em lágrima, em emoção líquida. Quanto mais penso, mais percebo, sou só amor! É o amor que me compõe, é o amor que me faz viva!

Quando vejo os pequenos gestos do meu pequeno Cauã, meu coração se enche de ternura. Me emociona ver o seu desenvolvimento, ver seus dedinhos desenhando, vê-lo de uniforme para ir à creche. A simples presença do meu filho me enche de amor! E quem tem amor, tem felicidade!

Quando vejo a minha filha já mocinha, se maquiando, me questionando, se responsabilizando pelas suas pequenas coisas, constato: há amor em mim. Por ela, para ela. Há em mim esse amor de mãe incondicional, ela pode ser tudo, qualquer coisa, pode errar, pode acertar, ainda assim a amarei!

Quando vejo o meu marido no sofá, tranquilo, à vontade, disfarçadamente o observo e meu coração se enche de amor, amo-o, amo tanto e tão profundamente que meu amor por ele é poesia pura, mesmo após 14 de casamento!

Há amor em mim, por cada criança pequenina que sofre violência física, psicológica e sexual que passa pelas minhas mãos, por elas o meu mais genuíno amor e sobretudo o meu desejo que elas encontrem nas suas vidas o amor que muitas vezes os seus pais não puderam dar, quando não são suficientes os atendimentos psicológicos e sociais pelos quais elas passam para amenizar seu sofrimento, meu coração transborda de amor e apelo aos céus que as protejam, meus joelhos se dobram e conclamo ao Senhor: Que Deus as proteja!

Há amor em mim, por cada um dos profissionais da minha equipe de trabalho, quando vejo a labuta diária e a dificuldade em trabalhar com situações tão desumanas!

Há amor em mim, por aqueles que me deram a vida, me amaram, me alimentaram, me acolheram. Meus pais, meus irmãos!

Diante do espelho, vejo minha imagem refletida e também declaro: Há amor em mim! Por mim mesma! Perdôo os meus defeitos, as minhas limitações, os meu ponto negativos. Me aceito. Me amo!

O amor está em mim! O amor é a razão de toda a minha existência!

Há amor em mim!

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