quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Doce da vida

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De repente a vida se faz doce.

Adoça a boca e lambuza a alma de estrelas cadentes.

De repente, abraços furtivos fazem da vida sonetos de alegria,

e a leve brisa de uma manhã feliz te beija a face.

E de repente, raios de sol ilumina a minha existência.

Como sou intensa, me rendo!

Mergulho de cabeça em potes momentâneos de felicidade.

Em me lambuzo toda.

Depois agradeço a Deus, por ver tanta poesia na vida!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Da minha escrita

 
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“Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura. Esses, sim, são os bons. Eu só escrevo para fazer afagos. E porque eu tinha de encontrar um jeito de alongar os braços. E estreitar distâncias. E encontrar os pássaros: há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez). Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas.”
Autor:   Rita Apoena
 
 
*Hoje ia postar outra poesia, mas para vocês não me acharem muito melentinha, resolvi utilizar essa fala de Rita Apoena, que explica o objetivo dos meus escritos. Sou aprendiz de poeta e através da blogosfera aprendi a melhor forma de falar dos meus sentimentos: a poesia. Tenho me preservado da exposição através de textos ou de diário, como era a minha idéia inicial com o blog,  pois nem todas as pessoas acolhem o que escrevemos e se apropriam daquela informação para fazer julgamentos ou críticas. O meu blog ultrapassou o mundo virtual e muitas pessoas do meu mundo real o tem lido, por isso não custa tomar alguns cuidados não é?
Desejo a todos uma ótima semana.
Gd beijo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Pensamento chão

 

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Ultimamente ando gostando de pensamento chão

pensamento chão é poema que nasce do pé

é poema de pé no chão

poema de pé no chão é poema de gente normal

gente simples

gente de espírito santo

eu venho do espírito santo

eu sou do espírito santo

trago a vitória do espírito santo

santo é um espírito capaz de operar milagres

sobre si mesmo.

*Autor: Viviane Mosé

 

* Viviane  Mosé é poeta aqui da nossa terrinha, no Espírito Santo, filósofa, psicanalista e autora de vários livros da área. Apresentou o quadro Ser ou Não Ser do Fantástico, trazendo a filosofia para o grande público brasileiro. Publicou seu primeiro livro individual em Vitória, ES, Escritos, (Ímã e UFES, 1990). Depois disso publicou vários outros poemas, como por exemplo o poema acima. Viviane Mosé é mais uma maravilhosa poeta do estado do Espírito Santo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Brincando de ser feliz


Ando assim, muito ousada.

Agora inventei de me reinventar.

Me reescrevo a cada vivência.

E me leio.

E me reescrevo.

Invento um novo modo de ser.

Passei a ser jardineira do existir.

Quero colher flores.

Já não deixo mais frestas para o ódio,

Fechei a porta para o medo.

Me despedi da insegurança.

Parei de arrastar correntes.

A cada erro,

Invento um novo eu.

Inauguro condutas.

Fabrico sonhos.

Elaboro vivências.

Aperferfeiçoo o que sou,

Em busca da felicidade.

Invento a paz.

Brisa suave da manhã.

Que sopra na minha alma!

(Gilmara Wolkartt)

* Para você que me lê, um ótimo resto de semana. Jardineira que sou, te ofereço esse buquê desejando que seus dias sejam bem felizes:





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Blogagem Coletiva

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Esta postagem faz parte da blogagem coletiva do Blog Espiritual-Idade, da querida Rosélia, que hoje comemora dois anos, que tem como tema:

O que é espiritualidade para mim?

Primeiramente acho que espiritualidade não tem nada a ver com religião, pois conheço várias pessoas que têm uma religião específica mas o espírito delas está cheia de maldades ou indiferença.

Para mim espiritualidade é o um estado de espírito de quem vive em comunhão com Deus e com o próximo. Espiritualidade é ser propagador da paz, é ter fé. Espiritualidade para mim é AMAR, sem interesse, sem esperar nada em troca, é amar principalmente a quem mais precisa, é amar o excluído, o pobre, o drogado, o faminto, o bandido. Espiritualidade para mim é ser capaz de perdoar aquele que te ofendeu ou te fez mal. Espiritualidade para mim não é alimentar o corpo e sim a alma, é consumir o necessário, tanto em termos de alimento quanto de objetos. O corpo precisa de comilança, de gorduras, de açucar, de massas ao extremo, a alma não. O corpo social precisa de ostentação, de muitos sapatos, de closets lotados, a alma não. A alma para ser espiritual tem que estar leve, precisa de simplicidade.

Espiritualidade para mim se resume numa frase quando conseguimos de fato colocá-la em prática: “ Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.” AMAR a Deus, a si mesmo e ao outro.

 

***Meus sinceros parabéns à querida Rosélia que hoje comemora 02 anos de blog propagando a paz e a ESPIRITUALIDADE, que seu blog ainda exista por muitos anos!

Gd beijo

 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Fazer o bem

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"Se você quer saber se fez bem a uma pessoa
é só você descobrir se quando saiu da vida dela
você a deixou melhor do que quando a encontrou.
Quem ama de verdade torna a outra pessoa
...melhor do que ela é,
empresta os olhos para a pessoa se ver melhor
se ver mais corajosa, mais bonita".

(Pe. Fábio de Melo)

 

* Que ao longo da sua vida, você deixe melhor cada pessoa que encontrar pelo caminho, que dê a ela tempo, atenção, um sorriso, um abraço, essa é a melhor expressão do amor fraterno!

BOM FIM DE SEMANA!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A coragem de enfrentar seus medos


Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.
Um mágico teve pena dele e o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.
Então ele começou a temer os caçadores.
A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse:
-- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo.

 É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente; e enfrentar as adversidades, vencendo os medos...
É isto que devemos fazer. Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos.
Senão, jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas...

( Autor Desconhecido)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Inverno

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O inverno anuncia sua estação.

Ventos frios na madrugada me gelam o corpo

Parecem presságios de tristeza.

Uiva o vento,

Assim como uiva a tristeza na alma.

De repente, tudo pára.

O tempo pára.

O vento pára.

A vida pára.

Na noite escura,

Fica a sensação do nada.

Fica um coração em nó.

Fica um frio na espinha.

Fica o medo da vida.

Só agora senti o agosto.

Angustiante agosto

Com seu gosto

De solidão.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

As onze horas da minha infância

Quando eu era criança
Existia na minha casa um barranco,
Onde minha mãe plantou várias flores.
Se chamavam 11 horas, as flores da minha infância!


Eram lindas flores pequeninas, dobradas e vermelhas
Não um vermelho qualquer, era um vemelho quase rosa.
Era um rosa quase rubro
Era rubro como alegria!
  Quando eu acordava pela manhã
Ansiosa esperava a hora
De abrir as 11 horas!
  Pela manhã elas acordavam botões
As 11 horas despertavam flores
Formavam um belo tapete
Mas eram muito mais que um enfeite
As 11 horas da minha infância
Me lembram a felicidade
Daquela feliz idadade!
  Onde eu corria livre pelo quintal
Brincava de casinha
Fazia bolo de terra
Colocava flores em vidrinhos de esmalte
Apostava corrida com as nuvens
Se pendurava no varal de roupas
Comia cajá verde com sal
E nada fazia mal.
As 11 horas da minha infância
Me lembra barraco de madeira
Pé de siriguela, batata-doce e cana
Mata, cipó e capoeira
Preto-velho, saci-pererê e mula sem cabeça
Banho de chuva, terra molhada
Cabelo na bananeira
As 11 da minha infância
Alegrava uma mãe com 09 filhos
Que possuía força, orgulho e garra!
Que de tristeza às vezes chorava
Mas todos os dias cantarolava!
As 11 horas da minha infância
Guarda gosto de doce de mamão verde
Moqueca, galinha a molho pardo, polenta
Fogão a lenha
Passeio na roça, pescaria
Banho no rio Santa Maria!
Traz cheiro de avó
Preta velha que tinha lenço na cabeça
Entre seus resmungos me dizia sempre:
Vai ser gente na vida, menina!
Disso nunca se esqueça!
As 11 horas da minha infância
Traz presente um grande quintal
Com pé de abacate, ninho de bem-te-vi e perdiz
Onde existia uma casa de madeira
De uma família grande, pobre e feliz!
Ah!
As 11 horas da minha infância
Me lembra músicas de roda
Pés sujos, bandeirinha e queimada
Me lembra que fui, sou e serei amada!

Gilmara S. Coutinho Wolkartt

terça-feira, 9 de agosto de 2011

IRMÃ

Querida irmã,
Tenho várias preocupações, mas você é a que mais me aflige!
Seu desgarramento, sua falta de perspectiva de vida, suas escolhas, sua falta de pertencimento.
Você é como folha seca de outono que caiu de sua árvore mãe e é levada pelo vento. Ás vezes pára em algum lugar, mas logo continua voar. Não se fixa em lugar nenhum, voa em direção ao nada, ninguém sabe seu pouso, talvez nem você!
Você é como folha seca de outono que voa sem rumo, sem direção. Não se apega aos afetos, é como ostra na concha, não se abre!
Você é como folha seca de outono, que vai aonde o vento te leva, anda perdida, vagueia na vida, vagueia, vagueia…
Inquieta e impotente te espreito. Me ajoelho. Convoco meus deuses.
Peço a Deus que te proteja de todo o mal que por acaso tramarem contra ti.
Peço a Deus que não te dê amigos, e sim anjos para guiar os seus caminhos.
Peço a Deus que te proteja nos seus trajetos no meio da noite ou de  madrugada.
Peço a Deus que te proteja dos seus amores equivocados.
Peço a Deus que te ajude a encontrar o caminho de si mesma.
Peço a Deus que lhe coloque  brilho nos olhos e  luz no seu sorriso.
Nessa noite minha oração chora e apenas clama:
Que Deus te proteja!
Que Deus te proteja!
Que Deus te proteja!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um alerta

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“Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos...
elas costumam prejudicar
a sua visão sobre si mesmo. “

(Pe Fábio de Mello)



domingo, 7 de agosto de 2011

Bordado da vida

Sou uma mulher de fases….Tenho fases de artesanato. Agora me fixei nas corujas de feltro.

Seria por causa dessa incessante busca por sabedoria e auto- conhecimento?

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O fato é que essas imagens tem aquecido meu coração…

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Não são lindas?

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Ando pensando em fazer umas almofadas de coruja e achei cada uma mais linda que a outra pela net:

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Olha essas que fofas:

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Quem quiser inspiração para arteirice, as imagens estão aí!

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"A gente, às vezes, se afoba e se abafa desnecessariamente.
Os mais lindos bordados da vida são feitos com
os fios de delicadeza que respeitam
a sabedoria amorosa do tempo do coração".

                                 (Ana Jácomo) 

 

A vida às vezes precisa de leveza e calma, escutar a voz do coração nos mostra o caminha da paz. Então vai, caminha devagar, sentindo e percebendo cada sopro de felicidade que te passarem ao longo da estrada da vida! Bom domingo!

Gd beijo

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Os ratos

Estamos formando um sítio. A casa  ainda não tem vidros nas janelas. Ainda não mandamos instalar devido a distância da cidade e principalmente devido a nossa absoluta falta de tempo. No final de semana anterior fomos para lá. Quando  chegamos,  a casa estava cheia de cocô de ratos. Pacientemente peguei vassoura e água e fui lavando tudo. Aquilo não me afetou em nada, achei normal que após 15 dias fechada,  os ratos entrassem lá e fizessem toda aquela sujeira. Mas o meu amor-marido não reagiu da mesma forma, ele ficou revoltado, reclamou muito, ficou com muito nojo da sujeira .Tinha planejado ficar ali durante 04 dias, mas diante da cena ele nos disse que não achava adequado ficarmos muito tempo. Passaríamos apenas uma noite e iríamos embora. 

Depois de muito reclamar silenciou. Não entendi o motivo de tanta reclamação,  e não gostei nada do que vi naquele olhar. Um olhar distante,  sem luz.  Tinha o rosto sério, o olhar expressava decepção. . .. Sua face apresentava cansaço, parecia ter ficado desmotivado diante daqueles ratos. Senti como se estivesse desistindo de seus sonhos diante da dificuldade. Quem perde os sonhos fica triste, inativo. Assim ele ficou, triste, irritadiço. Depois que me ajudou a lavar a casa, não jantou. Deitou no sofá e dormiu. Como se quisesse fugir do sonho, dormiu como quem não quer ver que o sonho está distante. Talvez tenha dormido querendo ter a ilusão de que quando acordasse, tudo estaria resolvido. Já estaríamos morando na nossa casa de campo, a terra já estaria arada e produzindo, os lagos já estariam abertos e nós estaríamos ali, felizes como planejamos.  Eu, como mera expectadora daquela cena, pensava comigo mesma: Ainda bem que amanhã é outro dia, e o sol sempre nasce. Os sonhos também.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Raiva

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“Nos primeiros trinta segundos de tensão cometemos os maiores erros de nossas vidas. Ferimos quem mais amamos. Muitos cometem suicídios, homicídios, atos violentos nesse período. A melhor resposta quando estamos tensos é não dar resposta. É fazer a oração dos sábios: o silêncio. É pensar antes de reagir.”

Augusto Cury
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