Ontem reencontrei meu amigo. Faz dois anos que eu não o vejo. Fiquei feliz. Na verdade fiquei exultante! Mas não o toquei, não o vi de fato. O encontrei pelo face book. Essa é uma das coisas boas da tecnologia. Nos aproxima daqueles que estão distantes.
Fiquei olhando suas fotos por horas. Lembrando do seu olhar, das suas palavras, da sua simplicidade.
Ele foi meu amigo da adolescência e juventude, acompanhou minhas dores, minhas decepções, minhas lutas, sempre me deu a força que eu precisava, foi meu padrinho de casamento. Depois que mudei de cidade e me casei fomos nos distanciando. Até que fiquei todo esse tempo sem vê-lo, mas jamais o esqueci. Pois ele me remete ao melhor de mim mesma. Sua lembrança me traz ternura. Me lembra como é doce uma amizade verdadeira.
Ele ia na minha casa aos domingos á tarde. Conversávamos, comíamos canjica branca que mamãe fazia. No domingo á noite íamos a missa. No sábado ficávamos na pracinha conversando. Conversávamos sobre namoro, sobre planos futuros, ríamos dos outros, ás vezes conversávamos sobre nada, apenas curtíamos a presença um do outro.
Hoje, enquanto fazia almoço e ouvia a música da chuva que escorria lá fora, fazia planos para nós dois, pensava em formas de fazê-lo mais próximo, mais meu. Já de antemão ficava feliz com nosso encontro.
Amizades precisam de cultivo, para cultivá-la é necessário tempo e dedicação. Amizades precisam de convites, de festejos, de festas de aniversário. Ando meio desaprendida dessa arte, mas desde já me dedico a ela. Pois amizade é ouro que brilha, é diamante precioso!