Gente, estou superhipermega atrasada com a blogagem coletiva, mas aqui estou eu. Ontem o dia foi bem complicado. Só estou em casa á noite para fazer as postagens. Mas cheguei tarde e quando cheguei a família estava preparada e empolgada para ir ao shoping lanchar, então, lá fomos nós! Mas o assunto aqui é a raiva, tema proposto pelo blog cafecomglorinha.blogspot.com, Glorinha com já te disse, receba minha solidariedade, fiquei com muita raiva do que aconteceu com você! Bom, estou enrolando demais, vamos a postagem.
Raiva
Um velho Avô disse ao seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo, que lhe havia feito uma injustiça:
"Deixe-me contar-lhe uma história."
Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que aprontaram comigo, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram.
Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo.
É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra.
Lutei muitas vezes contra estes sentimentos..."
E ele continuou: "É como se existissem dois lobos dentro de mim.
Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender.
Ele só lutará quando for certo fazer isto. E da maneira correta.
Mas, o outro lobo, ah! Este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira!
Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes.
É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!
Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu Avô e perguntou:
"Qual deles vence, Vovô?"
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
"Aquele que eu alimento mais freqüentemente".
A raiva é um sentimento que faz parte de qualquer ser-humano. Eu e você sentimos raiva. Ninguém tem dentro de si apenas sentimentos bons, também temos sentimentos ruins.
Afinal de contas ninguém tem dentro de si apenas um lobo bonzinho, santinho, temos também um lobo feroz, com muita raiva! E ás vezes ele precisa comparecer para marcar território e não permitir que as pessoas nos façam de fantoche.
O proplema é o que fazemos com esse sentimento, muitas vezes lidamos com ela de forma desastrada, descontrolada e em forma de ódio. Com ódio as pessoas saem do eixo, se descontrolam e se comportam de maneira destrutiva, feroz, agressiva.
Nesse momento descontam sua ira em quem tiver pela frente, seja objetos, plantas, crianças! Uma atitude ofensiva, que leva a violência, a agressão e até a morte!
Depois do terremoto o que fica é a culpa( para as pessoas normais, ditas "neuróticas"), o incômodo, a vergonha, o arrependimento.
Talvez por isso a raiva é tão evitada, tendo sempre que ser escondida, empurrada para baixo, contornada.
O que mais gera raiva é o nosso sentimento de impotência perante às situações, como quando por exemplo, quando nos sentimos injustiçados, enganados, humilhados, traídos.
Acredito que o ódio e a força física se revela, diante de nossa impotência em fazer uso do diálogo.
Por isso não devemos esconder a raiva e sim aceitá-la, tentar entender e expressar esse sentimento na forma do diálogo. Se não manifestamos nossa raiva de forma correta, ela se manifestará de alguma maneira que geralmente é prejudicial a nós mesmos.
Não gosto de conselhos, mas vai aí algumas dicas para expressar a raiva:
A atitude mais correta e madura, é falar com a pessoa de quem você está com raiva, sobre o assunto que provocou o sentimento. Quando não falamos, esse sentimento se acumula e se transforma em mágoa.
Mas se o seu objeto da raiva não é uma pessoa específica, e sim outra situação, segue outros conselhinhos:
Corra em volta do quarteirão,
Chute uma bola ou uma lata,
Soque uma almofada,
Berre no chuveiro,
Escreva no blog,
Converse com alguém,
Soque a cama com uma raquete de tênis,
Mas, nunca, nunca guarde a sua raiva, e não se esqueça, ainda não inventaram antídoto melhor para a raiva do que o PERDÃO.