Depois da tempestade, sempre vem a bonança!
Aqui na ilha choveram 03 dias consecutivos,
Mas hoje o dia amanheceu brilhante,
com lindos raios de sol,
que iluminaram todo o meu dia!
Desejo a todos um BOM FIM DE SEMANA!
Depois da tempestade, sempre vem a bonança!
Aqui na ilha choveram 03 dias consecutivos,
Mas hoje o dia amanheceu brilhante,
com lindos raios de sol,
que iluminaram todo o meu dia!
Desejo a todos um BOM FIM DE SEMANA!
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.
No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Acredito que uma das melhores fases do desenvolvimento humano é a infância. A vida nessa fase não tem tanto peso e somos capazes de sermos felizes com muito pouco. Eu tive um pouco mais do que pouco, mas isso não importa.
Apesar de todas as dificuldades que passei, posso dizer com toda a convicção que tive uma infância feliz.
Vivíamos numa fartura danada: fartava comida, fartava roupa, fartava casa boa. Mas falando seriamente, não faltava o que era mais importante: o amor da família.
Naquela época, a maioria das crianças tinha uma coisa que as crianças hoje em dia não tem: a liberdade. Éramos como pássaros livres, tínhamos liberdade para brincar, na minha casa não tinha muro, nosso quintal era a rua.
As crianças brincavam e circulavam entre as casas como numa verdadeira comunidade. Obedecíamos aos mais velhos assim como obedecíamos a nossos pais. Todos tomavam conta das crianças, das suas e das dos outros. Na minha rua só tinha uma mãe que trabalhava, todas as outras ficavam em casa.
A rotina era chegar da escola, almoçar e ir para a rua brincar! Brinquei muito de casinha, de fazer bolo de terra e adorava colher flores e colocar em vidrinhos de esmalte para enfeitar a casinha
Brincávamos com o pé no chão, meu pé vivia estrupidado de tanta topada em pedras, brincava de bandeirinha, de roda, de amarelinha, de boca de forno, de pular corda e de bambolê, nessas duas últimas brincadeiras eu era muito boa! Tomava banho de chuva, deitava em montes de areia, brincava de pular na poça d'água, subíamos em pés de árvores, comíamos frutas verdes!
Uma das lembranças mais gostosas que tenho é a de um pé de siriguela(era exatamente assim que falávamos) que tinha no fundo do quintal da minha avó. Era uma árvore enorme com vários galhos grandes e grossos que parecia estar ali para nos acolher e generosamente nos dava muitos frutos.
Parte da minha infância passei em cima daquele pé de siriguela, era meu lugar preferido! Acompanhava as estações do ano através dele,via suas folhas caindo, depois aparecia lindas florzinhas pequenas e vermelhas.
Logo depois apareciam os frutos pequenos e verdes que ao final se coloria de frutos cor laranja, verde e vermelho. Eram simplesmente uma delícia!
Naquela época, o principal compromisso que tínhamos era brincar. Voltávamos para dentro de casa, apenas quando estava anoitecendo, todos cansados e sujos, tomávamos banho de mangueira, jantávamos e íamos dormir, afinal no outro dia ainda tínhamos que fazer muitas travessuras!
A infância pobre e a ausência de bens materiais não tinham nenhuma importância. Aquele era o mundo que conhecíamos, aquela era a felicidade possível, e tínhamos o que era fundamental para fazer uma criança feliz: liberdade e amor!
Esse texto faz parte da blogagem coletiva Fases da Vida, proposta pela queridíssima Rosélia do blog: http://espiritual-idade.blogspot.com. Obrigada Rosélia por essa belíssima oportunidade.
Chegue bem de mansinho perto de mim. Me pegue no colo. Me faça carinho no rosto. Me abrace forte. Diga que me ama.
Me questione algumas vezes, não aceite todas as minhas regras. Discuta comigo. Me convença que estou errada. Não deixe que eu escolha todas as vezes o restaurante que vamos e a comida que vamos comer.
Mas nunca, nunca tente mandar em mim, por picardia não obedecerei nenhuma ordem sua. Mas se me disser docemente ao ouvido ou me convencer de que está certo através do diálogo, lá estarei eu fazendo todas as suas vontades. Sonhe junto comigo que eu também sonharei junto com você.
Me estremeça. Me faça propostas indecentes. Seja ousado. Faça com que eu o admire. Faça com que eu o respeite.
Respeite as minhas limitações.Não cobre de mim uma casa limpa e perfeita. Eu já desencanei disso, não quero ser a esposa perfeita, nem a mãe perfeita, ja vi que não sou a mulher maravilha.
Jamais me exija janta pronta. Eu o mandarei fazê-la. Ainda que depois sinta culpa, eu não darei a essa culpa nenhum crédito. Acredito na divisão das atividades domésticas, portanto se cobrar de mim eu também cobrarei de você. A casa organizada e limpa é responsabilidade nossa, minha e sua. Você sabe que mesmo assim sempre acabo te dando um desconto, pois sei que sua jornada de trabalho é maior que a minha.
Nunca me acorde de madrugada para fazer qualquer coisa. Quando estou com sono fico muito mau-humorada. Pela manhã, nunca comece um diálogo comigo antes que eu tenha escovado os dentes e penteado o cabelo.
Costumo hibernar, portanto não se assuste com meus dias de urso, pode não ser com você, mas também pode ser. Respeite os meus silêncios. Se algum dia eu te chamar para sentar á mesa para conversar, se prepare, o assunto é muito sério. Cuidado comigo, sou muito observadora, penso muito antes de falar.
Nunca, nunca me traia. Eu não perdôo traição. Se o fizer, eu me excluo da sua vida e tirarei de você até seu último centavo!
Quando estou triste, revoltada ou emocionada eu choro. Não se preocupe com isso, eu só preciso que limpe minhas lágrimas ou que me dê seu abraço. Me perdoe se eu não for tão carinhosa com você como você é comigo, não aprendi a dar afeto com tanta facilidade como você. Me peça o beijo que quer. Me agarre. Me aperte. Me surpreenda.
Nunca me dê roupas de presentes, mas sempre me traga flores. Por favor, não se esqueça da data do meu aniversário! Será uma falha imperdoável!
Me beije muito, ande comigo de mãos dadas. Me conte piadas. Gargalhe comigo. Deixa eu adormecer deitada no seu ombro. Arrepie a minha pele, mas aceite os meu nãos. Aliás, não tenha certeza dos meus sims.
E agora a recomendação mais importante. Me ame! Me ame muito. Me ame com carinho, me ame com admiração, me ame com volúpia!
Se mesmo sabendo de tudo isso, você não sair correndo e ainda me disser que eu sou a mulher da tua vida. Eu me rendo. Sou tua! Completamente tua!
Ontem meu blog fez 01 ano. Mas o que é o aniversário de um simples blog diante da trajédia que aconteceu ontem no Rio de Janeiro?
Também fiquei de luto.
Assisti perplexa a aquele show de arrores. Impossível escrever sobre qualquer outra coisa.
Diante de tamanho desespero e dor das mães que perderam seus filhos, lágrimas rolaram no meu rosto. Quem é mãe sabe qual é o tamanho dessa dor.
Para cada um daqueles 11 anjos deixo minha solidariedade e essas 11 rosas brancas:
Que a paz reine no coração dos familiares…
Gente fina é outra coisa.
Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário. É simpática, mas não bobalhona. É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir. Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho. Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar. Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia. Gente fina não julga ninguém – tem opinião, apenas. Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer? Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra. Gente fina é que tinha que virar tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença.
Martha Medeiros
Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 15763, 19/10/2008.