quarta-feira, 28 de março de 2012

Embriagai-vos!

 

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Perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,
a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são;
e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
hão de vos responder: É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo,
embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha...

Fernando Pessoa

 

* Como estou precisando disso hoje, me embriagar de qualquer coisa boa, pois a cabeça está recheada de coisas bem pesadas, e o corpo cansado da labuta do dia, então deixo para vocês(e também para mim) essas lindas palavras de Fernando Pessoa, EMBRIAGAI-VOS!

Gd beijo

segunda-feira, 26 de março de 2012

A brisa

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Cheguei no trabalho, como todos os dias da semana. Estava nas primeiras horas da manhã. Papéis brancos impressos em  tinta preta repousados em minha mesa, aguardavam seus destinos.

Mas eram as primeiras horas da manhã e uma leve brisa soprava meus rosto e balançava meus cabelos. Uma brisa leve, fresca,  uma brisa que refrescavam a minha alma. Pareciam trazer mensagens do universo. Cúmplice da mãe gaia, sorri.

Naquele momento não tive como não agradecer a Deus por estar ali, naquele momento do dia, naquela fase da vida. Madura, plena, total!

Trazia na bagagem da vida uma série de aprendizagens, mas a principal delas era que a felicidade era uma opção de vida. E a felicidade era ali, naquele momento, nas primeiras horas da manhã, sentada na minha mesa de trabalho, sentindo uma leve brisa na alma!

Mas uma vez, fiz minha escolha, escolhi ser feliz, e você!

sábado, 24 de março de 2012

O PÔR-DO-SOL

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Estou saindo da metrópole para buscar a liberdade
O sossego e a alegria
Mas o astro rei
Através de um grande espetáculo
Está se pondo
Alertando
sobre a finitude.
Corre menina da porteira!
Depois te dou uma moedinha
Abra logo a grande porta
Para eu pisar nesse pasto verdejante
Quero aproveitar o resto do dia
para ver a vida brotando.


Quero plantar árvores mãe
Que um dia irão abrigar os meus sonhos
Testemunhar a  minha paz, abraçar a minha tranqüilidade!
Corre meu amor
O sol está se pondo!

Quero chegar a tempo
De ver a luz do dia
Correr os prados
Subir os montes
Descer até o vale
E ver o Vale do Sol
Antes que o sol se esconda
E chegue a escuridão!

 


Texto: Gilmara Coutinho Wolkartt
Imagem: Pôr-do-sol no meu sítio( sítio Vale do Sol)

quinta-feira, 22 de março de 2012


ENTRE AMIGOS
12 de abril de 1999

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

Quem tem amigos assim, levanta a mão!
Gilmara Wolkartt

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia do Artesão

Hoje é dia de São José, é também dia do artesão, em consideração à José, pai adotivo de Jesus, que era carpinteiro.
Depois que me descobri blogueira, descobri também uma série de talentos que foi potencializado pelos diversos blogs de artesanato que encontrei por aqui, foi muito aprendizado. Tudo começou depois conheci o blog da  Fernanda Reali ela me abriu um mundo de variedades e  me abriu as portas das coisas mais lindas e fofas do mundo do artesanato. Muito obrigada Fernanda!
Hoje estou igual pinto na chuva, não sei se blogo, se escrevo poesia, se faço artesanato, se costuro, se trabalho...pois é muito pouco tempo para tantas atividades. Como tenho um bichinho carpinteiro instalado em mim, faço um pouquinho de tudo.
Então chega de blablá e vamos as fotinhas das minhas arteirices:

Fiz esse tapete no último feriado, ele é todo de feltro e apliquei também umas florzinhas, agora ele está no meu quarto amparando meu pezinho quando me levanto da cama.
Mais de perinho para você ver:


Fiz também esse vestido, foi o meu primeiro, peguei um que eu já tinha de molde, comprei um pano bem baratinho e mandei ver, o resultado foi esse:

No corpo ficou assim:

Para um primeiro vestido até que ficou muito bom

Costurei também essa bolsinha para meu notebook:
Não é uma gracinha essas corujinhas!

Para terminar meu cantinho de arte, meu mini-ateliê:


Não icou lindo meu cantinho?
Bom início de semana para você!
Gd beijo

sábado, 17 de março de 2012

UMTEMPO SEM NOME

Recebi por e-mail essa crônica e compartilho com vocês. Ela traz uma reflexão bem interessante sobre o envelhecer. Apesar de ser um texto grande, vale muito  a pena ler!

 

 

O namoro de Chico Buarque

 O namoro do Chico Buarque com a cantora ruiva Thais Gulin rendeu para nós este primor de blues  ESSA PEQUENA, cuja letra vai aí abaixo. Mas rendeu também a interessante crônica UM TEMPO SEM NOME da escritora Rosiska Darcy de Oliveira sobre “o novo conceito de envelhecer”.  Também segue abaixo.  
Abração

 

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Essa Pequena
Chico Buarque


Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela
Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la
Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai
Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena
      

 

 Um tempo sem nome
Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida .
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes — obras na casa demolida — a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes.  Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição. Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida.

Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12

ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA é escritora.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Blogagem coletiva – Amor aos pedaços

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Ela subia as escadas correndo. Estava atrasada para a reunião do grupo de jovens. Estava ansiosa, pois era a primeira vez que participaria daquela reunião. Era uma jovem franzina, magricela mesmo, usava óculos fundo de garrafa, era negra, tinha os cabelos crespos. Acabara de chegar do interior, para morar na capital. Sua cabeça estava cheia de sonhos, e ela estava naquela cidade para realizar todos eles. Na sua cidade natal sempre participara da pastoral da juventude e também ali não queria deixar morrer sua fé. Uma das suas primeiras providências foi procurar o grupo de jovens do local para começar a participar. Era feia a garota, franzina, miúda mesmo, mas tinha a coragem de um gigante.
Ela era doméstica numa casa de família para pagar o cursinho. Iria prestar vestibular naquele ano. Pretendia se formar, fazer mestrado e ter um filho de produção independente. O casamento não estava nos seus planos, tinha uma autoestima baixa e não acreditava que um dia iria se casar.
Mas a garota não sabia que aquele dia mudaria toda a sua vida.
Ela subiu as escadas correndo. Chegou até a sala de reuniões. Era uma sala ampla, como várias janelas envidraçadas.Era um final de tarde e o sol estava se pondo. A jovem procurou com o olhar um lugar vazio e se sentou. Levantou a cabeça e se deparou com dois olhos castanhos que a olhavam firmemente. Ele estava sentado na sua frente. Os raios do sol refletia sua luz nele. Ele era alto, branco, cabelos castanhos claros, corpo atlético e simplesmente lindo! Seu coração disparou, parecia querer sair pela boca. Mas ele não estava sozinho, tinha do seu lado uma garota e eles estavam de mãos dadas, pareciam ser namorados.
Mas os seus olhos tinham encontrado os dela, eles se olharam durante toda a reunião! Ela estava encantada! E toda vez que ela o olhava, ela sabia. Aquele era o homem da sua vida!

Esse texto faz parte da blogagem coletiva Amor aos Pedaços proposta pela minha querida amiga ROSÉLIA, em parceria com as colegas Rute e Luma Rosa agradeço a ela a belíssima oportunidade de falar dessa história de amor, assim, em doses homeopáticas, aos pedaços.
Clique AQUI e se contagie pelo amor que irradia dessa blogagem coletiva.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Blogagem Coletiva – O que eu faço de bom?

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Quando eu vi a chamada da blogagem coletiva no blog da  Bia, me animei logo em participar. Acho importante sermos contagiados pela alegria de saber que existem muitas pessoas por aí fazendo o bem. Afinal o que vemos no dia-dia  é um festival de notícias de pessoas que fazem o mal aos outros e também a si mesma. A chamada da Bia foi quase um desafio. Afinal o que eu faço de bom? Fiquei refletindo, vasculhando no meu baú de memórias aqui e ali, e vi que faço algumas coisas de bom também:

Eu tenho de bom a capacidade de saber ouvir. Sou capaz de escutar uma pessoa no tempo dela e no tempo que ela precisar.

Outra coisa que eu faço de bom é ter paciência com os outros. Aliás saber ouvir exige paciência. Sou capaz de esperar sem perder a paciência. Hoje mesmo tive que passar numa escola da pós-graduação para retirar um boleto e a moça não sabia como fazia. Fiquei um tempão esperando o rapaz ensinar a moça como tirava o boleto. Sentei e esperei, ela errou, eu esperei mais um pouco. Esperei tranquilamente sem mesmo ficar irritada. Paciência eu tenho de sobra e isso é bom, para mim e para os outros!

Também reciclo coisas, caixinha de leite, copinhos, garrafas, embalagem de enlatados, aprendi isso aqui na blogosfera e acho que reciclar é bom para o planeta.

Educo os meus filhos para serem pessoas de bem, e sempre respeitar e ajudar os outros. Isso também é fazer algo de bom para a sociedade.

Outra coisa que faço de bom é a preservação da natureza. Compramos um sítio que é puro pasto. O antigo dono desmatou tudo, temos por lá uma nascente que abastece mais de 06 propriedades abaixo de nosso sítio e ao redor da nascente foi tudo desmatado. A água chega a ser quente. A primeira providência que fizemos foi o reflorestamento ao redor da nascente. Não vejo a hora das árvores crescerem e termos uma mata ali. Se não fizéssemos isso, provavelmente daqui a alguns anos a nascente secaria e vários produtores rurais seriam prejudicados.

Bem, é isso que eu faço de bom. E você? O que faz de bom?

Para ler o que escreveram sobre esse tema, clique AQUI e aproveita para fazer uma visitinha para a Bia do blog Jubiart e ver as lindas biojóias que essa moça faz.

Fico por aqui.

Gd beijo

domingo, 11 de março de 2012

Sou silêncio


As palavras me salvam. Mas elas me salvam no silêncio. Pois o silêncio me compõe, sou silêncio. É com eles, com o silêncio e a palavra que galopo pela vida!

Gilmara Wolkartt

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mulher


Entre livros, linhas e tintas, bordo minha história. Pinto e bordo com a vida. Uma história bordada de emoção. 
Escrevo, costuro, lavo, limpo, passo, cozinho, dirijo, lidero, invento moda. Trabalho fora, pago contas, queimo sutiãs, arrasto cadeiras, se preciso for, arrasto caminhão, ônibus ou  montanhas. Minha força vai além do meu corpo frágil. Sou uma fortaleza de persistencia.

Cúmplice de Deus na criação, carrego a vida no ventre. Embalo a vida nos braços.  Suporto dores. Faço gente. Canto todas as canções do mundo, inclusive as de ninar.
Sou santa, louca, ninfa, deusa e guerreira. Busco a liberdade. Transformo objetos em arte. Traduzo sentimentos em palavras. Aprecio o belo. Sinto o aroma das flores. Sou regulada pela lua. 

Danço. Bailo sensualidade. Meu corpo é fluxo que jorra, é falo que entra, é o choro da vida. Meu corpo é prazer, é amor incondicional.

Minha sensibilidade é líquida. Mas minha força alcança o mar. Sou mais do que mãe, sou mais do que esposa, sou mais do que filha, sou mais que irmã. O que sou? Sou mulher, esse ser apaixonado que cresce embriagada de afetos!
( Gilmara Wolkartt)

Para você que é mulher, flores para alegrar seu dia, e FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!


terça-feira, 6 de março de 2012

Sem inspiração

 

“De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo.”

Adélia Prado

sábado, 3 de março de 2012

O vento


O vento soprou no meu ouvido

que queria brincar comigo

Pegar minhas mãos como  amigo

Sair sem rumo pela vida


Vou onde o vento me levar

Sou como o vento que abraça sem tocar


  Ás vezes sou brisa suave

As vezes sou  forte rajada

Ás vezes friagem da madrugada


Ás vezes sou ventania

Ás vezes vento que assobia


Sou vento

Vento que é forte, vento que é frágil

Vento que apaga o fogo

Vento que assopra a alma

Vento que arrepia o corpo


Vento que dança

Vento que não se alcança

Vento que não vê,

mas que se sente.


Aceitei o convite do vento

Me deixei carregar

Leve,

Livre

Sem regras

Vou até onde o vento me levar!

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