domingo, 19 de setembro de 2010

Blogagem Coletiva - O melhor de mim

Ode a mim mesma

Sutilmente me espreito no espelho de mim mesma,
buscando perceber o que a modéstia muitas vezes me impede de ver.
Procuro o que há de melhor em mim.
Logo de cara percebo que a autoconfiança me favorece nessa empreitada.
Mas ainda bem lá no fundo,
meu inconsciente coletivo revela que moças boazinhas,
não se autoelogiam.
Mas como não sou tão boazinha assim,
a autoconfiança intervém e inicia-se o jogo das flores.
Fé, perseverança,
resistência e coragem são o que há de melhor em mim.
Mora em mim uma guerreira,
que bravamente luta pelos seus objetivos. 
Sou corajosa!
Muitas vezes ela recebe forças do alto e fica mais forte.
Nesse momento sou guerreira da luz. Tenho fé!
As montanhas que me impedem o caminho, escalo todas.
Sou perseverante!
Choro as minhas dores,
mas logo as enxugo
e continuo a viver.
Sou resistente!
Aos que me lançam espinhos,
devolvo flores,
nasci com defeito de fábrica,
não tenho espinhos para devolver!
Persigo a paz. Sou da paz.
O amor bateu a minha porta,
e eu,
sem cerimônias, 
a escancarei para recebê-lo.
Sou esposa!
Sinto as dores dos outros,
como se fossem minhas.
Sou solidária!
Transcrevo sentimentos.
Brinco com as palavras.
Tenho alma de poeta.
Sou sensível.
Faço perguntas, garimpo respostas.
Traduzo dores. Fabrico sonhos.
Dou vida ao inconsciente.
Sou psicológa!
Mas o melhor de mim,
o meu melhor mesmo é
que por duas vezes,
Deus me elegeu sua cúmplice no milagre da criação.
Todos os dias me encanto com esse grande milagre. Sou mãe!



Esse texto faz parte da blogagem coletiva pelo aniversário de 02 anos do blog de elainegaspareto com o tema "O melhor de mim".

Blogagem Coletiva - O melhor de mim

Ode a mim mesma

Sutilmente me espreito no espelho de mim mesma,
buscando perceber o que a modéstia muitas vezes me impede de ver.
Procuro o que há de melhor em mim.
Logo de cara percebo que a autoconfiança me favorece nessa empreitada.
Mas ainda bem lá no fundo,
meu inconsciente coletivo revela que moças boazinhas,
não se autoelogiam.
Mas como não sou tão boazinha assim,
a autoconfiança intervém e inicia-se o jogo das flores.
Fé, perseverança,
resistência e coragem são o que há de melhor em mim.
Mora em mim uma guerreira,
que bravamente luta pelos seus objetivos. 
Sou corajosa!
Muitas vezes ela recebe forças do alto e fica mais forte.
Nesse momento sou guerreira da luz. Tenho fé!
As montanhas que me impedem o caminho, escalo todas.
Sou perseverante!
Choro as minhas dores,
mas logo as enxugo
e continuo a viver.
Sou resistente!
Aos que me lançam espinhos,
devolvo flores,
nasci com defeito de fábrica,
não tenho espinhos para devolver!
Persigo a paz. Sou da paz.
O amor bateu a minha porta,
e eu,
sem cerimônias, 
a escancarei para recebê-lo.
Sou esposa!
Sinto as dores dos outros,
como se fossem minhas.
Sou solidária!
Transcrevo sentimentos.
Brinco com as palavras.
Tenho alma de poeta.
Sou sensível.
Faço perguntas, garimpo respostas.
Traduzo dores. Fabrico sonhos.
Dou vida ao inconsciente.
Sou psicológa!
Mas o melhor de mim,
o meu melhor mesmo é
que por duas vezes,
Deus me elegeu sua cúmplice no milagre da criação.
Todos os dias me encanto com esse grande milagre. Sou mãe!



Esse texto faz parte da blogagem coletiva pelo aniversário de 02 anos do blog de elainegaspareto com o tema "O melhor de mim".

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Blogagem coletiva - Perdão

Quando o corpo fala


Nunca tinha escutado o nome Louise L Hay, que ,pelo que soube, é uma psicóloga americana com vários livros publicados e traduzidos para diversos idiomas, inclusive para o português.¨Como curar sua vida¨ e coisas do gênero. Ora, não existe fórmula mágica para nada. Fosse fácil assim, seríamos todos belos, ricos, bem-casados, desenvoltos, empreendedores, bambambãs em tudo. Mas um dos temas que ela trata é bastante interessante e já inspirou vários bate-papos entre amigos.Ela diz que todas as doenças que temos são criadas por nós mesmos. Menos,Louise. Como assim,¨criadas¨?

Quem tem o vírus HIV sabe muito bem como adquiriu, e não foi por força da mente.

Porém, se não levarmos tudo o que ela diz ao pé da letra, se abstrairmos certos exageros, vamos chegar a um senso comum:nós realmente facilitamos certas invasões ao nosso corpo. É o que se chama somatizar,ou seja,é quando uma dor psíquica pode se manifestar fisicamente.Às vezes, acontece,sim.

¨Todas as doenças têm origem num estado de perdão¨,diz a psicóloga.¨Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar¨. Mas uma vez, o exagero ,já que ¨sempre¨é um amontoado de tempo que não sustenta nenhuma teoria. Mas ela insiste:¨Pesar, tristeza,raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento¨. Pois é, o perdão. Outro dia estava lendo um verso de uma poeta que já citei em outra oportunidade, a Vera Americano, em que ela diz:¨Perdão/duro rito/da remoção do estorvo¨. É difícil perdoar, mas que faz bem à saúde, não tenho a menor dúvida.Quanto mais leve a alma, mais forte o organismo.Por que não tentar?

Louise acredita tanto, mas tanto nisso, que chegou a fazer uma lista de doenças e suas prováveis causas. Exemplo:Apendicite vem do medo. Asma,de choro contido. Câncer,de mágoas mantidas por muito tempo. Derrame ,da rejeiçã à vida. Dor de cabeça,vem da auto-crítica. Gastrite,de incertezas profundas. Hemorróidas vem do medo de prazos determinados e raiva do passado. A insônia vem da culpa . Os nódulos, do ego ferido. Sinusite é irritação com pessoa próxima.

Médicos, por favor, não me esculhambem,eu sei e os leitores também sabem que não é bem assim, que isso é uma generalização e que há vários fatores em jogo, mas não custa prestarmos atenção na interferência que nossos sentimentos têm sobre nosso corpo, assim poderemos ajudar no tratamento sendo menos tensos e angustiados.
Para quem é 100% cético, tudo isso é balela. Eu sou 70% cética, e pretendo reduzir este índice, já que reconheço que meus parcos 30% de crença no que não é cientificamente provado é que me salvam de uma úlcera.

Martha Medeiros

Revista O Globo 22.01.2006


Este texto faz parte da blogagem coletiva sobre sentimentos do blog cafe com bolo.
 Obrigada Glorinha pela sua inteligência e criatividade ao nos propiciar uma verdadeira reflexão sobre nós mesmos através dessa blogagem coletiva,  permitindo nosso autoconhecimento!

Blogagem coletiva - Perdão

Quando o corpo fala


Nunca tinha escutado o nome Louise L Hay, que ,pelo que soube, é uma psicóloga americana com vários livros publicados e traduzidos para diversos idiomas, inclusive para o português.¨Como curar sua vida¨ e coisas do gênero. Ora, não existe fórmula mágica para nada. Fosse fácil assim, seríamos todos belos, ricos, bem-casados, desenvoltos, empreendedores, bambambãs em tudo. Mas um dos temas que ela trata é bastante interessante e já inspirou vários bate-papos entre amigos.Ela diz que todas as doenças que temos são criadas por nós mesmos. Menos,Louise. Como assim,¨criadas¨?

Quem tem o vírus HIV sabe muito bem como adquiriu, e não foi por força da mente.

Porém, se não levarmos tudo o que ela diz ao pé da letra, se abstrairmos certos exageros, vamos chegar a um senso comum:nós realmente facilitamos certas invasões ao nosso corpo. É o que se chama somatizar,ou seja,é quando uma dor psíquica pode se manifestar fisicamente.Às vezes, acontece,sim.

¨Todas as doenças têm origem num estado de perdão¨,diz a psicóloga.¨Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar¨. Mas uma vez, o exagero ,já que ¨sempre¨é um amontoado de tempo que não sustenta nenhuma teoria. Mas ela insiste:¨Pesar, tristeza,raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento¨. Pois é, o perdão. Outro dia estava lendo um verso de uma poeta que já citei em outra oportunidade, a Vera Americano, em que ela diz:¨Perdão/duro rito/da remoção do estorvo¨. É difícil perdoar, mas que faz bem à saúde, não tenho a menor dúvida.Quanto mais leve a alma, mais forte o organismo.Por que não tentar?

Louise acredita tanto, mas tanto nisso, que chegou a fazer uma lista de doenças e suas prováveis causas. Exemplo:Apendicite vem do medo. Asma,de choro contido. Câncer,de mágoas mantidas por muito tempo. Derrame ,da rejeiçã à vida. Dor de cabeça,vem da auto-crítica. Gastrite,de incertezas profundas. Hemorróidas vem do medo de prazos determinados e raiva do passado. A insônia vem da culpa . Os nódulos, do ego ferido. Sinusite é irritação com pessoa próxima.

Médicos, por favor, não me esculhambem,eu sei e os leitores também sabem que não é bem assim, que isso é uma generalização e que há vários fatores em jogo, mas não custa prestarmos atenção na interferência que nossos sentimentos têm sobre nosso corpo, assim poderemos ajudar no tratamento sendo menos tensos e angustiados.
Para quem é 100% cético, tudo isso é balela. Eu sou 70% cética, e pretendo reduzir este índice, já que reconheço que meus parcos 30% de crença no que não é cientificamente provado é que me salvam de uma úlcera.

Martha Medeiros

Revista O Globo 22.01.2006


Este texto faz parte da blogagem coletiva sobre sentimentos do blog cafe com bolo.
 Obrigada Glorinha pela sua inteligência e criatividade ao nos propiciar uma verdadeira reflexão sobre nós mesmos através dessa blogagem coletiva,  permitindo nosso autoconhecimento!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Blogagem coletiva Amor

Hoje o blog da Cíntia Meu cantinho está fazendo aniversário. Parabéns amada Cíntia pelos 02 anos de blog! Como a meiguice é sua característica ela resolveu espalhar o amor na blogosfera com essa blogagem coletiva.
Quando penso no amor o que me vem à cabeça é o amor que tenho pelo marido e pelos meus filhos. Então vou reeditar uma postagem que fiz quando iniciei esse blog e que poucas pessoas viram, vou falar do meu grande amor: Robin

Robin é uma dessas pessoas raras, rico em afeto e carinho.



Venho de uma família muito pouco afetiva, onde o carinho físico, o abraço o beijo, não era algo muito comum. Robin me ensinou a receber e dar carinho, a dar aquele abraço gostoso, a distribuir beijos e afeto. Ainda sou um pouco travada quanto a demonstração de carinho, mas já avancei muito!

Mas o que é apaixonante em Robin é o carinho e respeito que ele tem por mim, isso é algo que até hoje me impressiona! E também me fragiliza! Perto dele eu sou mais sensível, mais carente! Mais menina, mais dengosa!




 Robin adora bichos, em especial pássaros, mas ele tem cachorro, pato, galinhas, ganso até cabrito já teve aqui em casa! E claro, ama a natureza, é contrário a qualquer tipo de desmatamento ou destruição da natureza, é ecologicamente correto, mas não chega a ser um ecochato!



Ele não suporta barulho excessivo, tem pavor de multidão e gosta mesmo de viver quieto, na sua. É trabalhador compulsivo, trabalha muito, digo sempre que "enquanto descansa, carrega pedra". Mas tudo para dar a mim e aos filhos, todo o conforto e qualidade de vida que pode. Apesar disso admira a minha autonomia e aceita o compartilhamento de obrigações domésticas.

E claro, tem defeitos, um deles é ser cabeça dura e exigente com os filhos, mas seu pior defeito é não saber dançar, pode isso? Vejam só, fui arrumar um companheiro que não sabe dançar, logo eu que faço da vida um passo de dança!
Mas toda a felicidade de estar ao lado dele compensa esse pequeno defeito. Pois ele é o meu eixo, meu incentivador, meu apoiador.



Vivi com ele uma das mais lindas histórias de amor, quando vim para a capital a última que pensava era em casamento. Nos meus projetos juvenis, iria seguir a carreira acadêmica com o mestrado e doutorado e teria um filho de produção independente(onde eu estava com a cabeça?).



Mas quando o vi, há quando o vi, a poesia se fez. Vi uma flor se abrindo, uma brisa passando e uma estrela caindo. Depois disso tudo o que eu queria era passar o resto da vida bem coladinha nele.



Hoje temos 13 anos de intenso amor, mas se meu casamento acabasse hoje, por qualquer motivo, eu diria que valeu a pena esse tempo vivido, só lhe daria adeus e agradeceria por tudo o que vivemos, pois foram 13 anos de felicidade.
 Por isso concordo plenamento com o que diz Vinícius de Moraes:

De tudo, ao meu amor serei atento



Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto



Que mesmo em face do maior encanto



Dele se encante mais meu pensamento.



Quero vivê-lo em cada vão momento



E em seu louvor hei de espalhar meu canto



E rir meu riso e darramar meu pranto



Ao seu pesar ou seu contetentamento.



E assim, quando mais tarde me procure



Quem sabe a morte, angústia de quem vive



Quem sabe a solidão, fim de quem ama



Eu possa me dizer do amor (que tive):



Que não seja imortal, pôsto que e chama



Mas que seja infinito enquanto dure.”



Vinicius de Moraes – Soneto da fidelidade






Blogagem coletiva Amor

Hoje o blog da Cíntia Meu cantinho está fazendo aniversário. Parabéns amada Cíntia pelos 02 anos de blog! Como a meiguice é sua característica ela resolveu espalhar o amor na blogosfera com essa blogagem coletiva.
Quando penso no amor o que me vem à cabeça é o amor que tenho pelo marido e pelos meus filhos. Então vou reeditar uma postagem que fiz quando iniciei esse blog e que poucas pessoas viram, vou falar do meu grande amor: Robin

Robin é uma dessas pessoas raras, rico em afeto e carinho.



Venho de uma família muito pouco afetiva, onde o carinho físico, o abraço o beijo, não era algo muito comum. Robin me ensinou a receber e dar carinho, a dar aquele abraço gostoso, a distribuir beijos e afeto. Ainda sou um pouco travada quanto a demonstração de carinho, mas já avancei muito!

Mas o que é apaixonante em Robin é o carinho e respeito que ele tem por mim, isso é algo que até hoje me impressiona! E também me fragiliza! Perto dele eu sou mais sensível, mais carente! Mais menina, mais dengosa!




 Robin adora bichos, em especial pássaros, mas ele tem cachorro, pato, galinhas, ganso até cabrito já teve aqui em casa! E claro, ama a natureza, é contrário a qualquer tipo de desmatamento ou destruição da natureza, é ecologicamente correto, mas não chega a ser um ecochato!



Ele não suporta barulho excessivo, tem pavor de multidão e gosta mesmo de viver quieto, na sua. É trabalhador compulsivo, trabalha muito, digo sempre que "enquanto descansa, carrega pedra". Mas tudo para dar a mim e aos filhos, todo o conforto e qualidade de vida que pode. Apesar disso admira a minha autonomia e aceita o compartilhamento de obrigações domésticas.

E claro, tem defeitos, um deles é ser cabeça dura e exigente com os filhos, mas seu pior defeito é não saber dançar, pode isso? Vejam só, fui arrumar um companheiro que não sabe dançar, logo eu que faço da vida um passo de dança!
Mas toda a felicidade de estar ao lado dele compensa esse pequeno defeito. Pois ele é o meu eixo, meu incentivador, meu apoiador.



Vivi com ele uma das mais lindas histórias de amor, quando vim para a capital a última que pensava era em casamento. Nos meus projetos juvenis, iria seguir a carreira acadêmica com o mestrado e doutorado e teria um filho de produção independente(onde eu estava com a cabeça?).



Mas quando o vi, há quando o vi, a poesia se fez. Vi uma flor se abrindo, uma brisa passando e uma estrela caindo. Depois disso tudo o que eu queria era passar o resto da vida bem coladinha nele.



Hoje temos 13 anos de intenso amor, mas se meu casamento acabasse hoje, por qualquer motivo, eu diria que valeu a pena esse tempo vivido, só lhe daria adeus e agradeceria por tudo o que vivemos, pois foram 13 anos de felicidade.
 Por isso concordo plenamento com o que diz Vinícius de Moraes:

De tudo, ao meu amor serei atento



Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto



Que mesmo em face do maior encanto



Dele se encante mais meu pensamento.



Quero vivê-lo em cada vão momento



E em seu louvor hei de espalhar meu canto



E rir meu riso e darramar meu pranto



Ao seu pesar ou seu contetentamento.



E assim, quando mais tarde me procure



Quem sabe a morte, angústia de quem vive



Quem sabe a solidão, fim de quem ama



Eu possa me dizer do amor (que tive):



Que não seja imortal, pôsto que e chama



Mas que seja infinito enquanto dure.”



Vinicius de Moraes – Soneto da fidelidade






quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Abraço

Muitas vezes
Procuramos nada mais
Que um simples
Abraço
Não precisa ser o
Mais longo
E Nem
O mais apertado
Apenas
Um que cubra
Alguns vazios

Bruno de Paula

* Hoje estou assim, com alguns vazios que me doem a alma...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...