Hoje o blog da Cíntia
Meu cantinho está fazendo aniversário. Parabéns amada Cíntia pelos 02 anos de blog! Como a meiguice é sua característica ela resolveu espalhar o amor na blogosfera com essa blogagem coletiva.
Quando penso no amor o que me vem à cabeça é o amor que tenho pelo marido e pelos meus filhos. Então vou reeditar uma postagem que fiz quando iniciei esse blog e que poucas pessoas viram, vou falar do meu grande amor: Robin
Robin é uma dessas pessoas raras, rico em afeto e carinho.
Venho de uma família muito pouco afetiva, onde o carinho físico, o abraço o beijo, não era algo muito comum. Robin me ensinou a receber e dar carinho, a dar aquele abraço gostoso, a distribuir beijos e afeto. Ainda sou um pouco travada quanto a demonstração de carinho, mas já avancei muito!
Mas o que é apaixonante em Robin é o carinho e respeito que ele tem por mim, isso é algo que até hoje me impressiona! E também me fragiliza! Perto dele eu sou mais sensível, mais carente! Mais menina, mais dengosa! Robin adora bichos, em especial pássaros, mas ele tem cachorro, pato, galinhas, ganso até cabrito já teve aqui em casa! E claro, ama a natureza, é contrário a qualquer tipo de desmatamento ou destruição da natureza, é ecologicamente correto, mas não chega a ser um ecochato!
Ele não suporta barulho excessivo, tem pavor de multidão e gosta mesmo de viver quieto, na sua. É trabalhador compulsivo, trabalha muito, digo sempre que "enquanto descansa, carrega pedra". Mas tudo para dar a mim e aos filhos, todo o conforto e qualidade de vida que pode. Apesar disso admira a minha autonomia e aceita o compartilhamento de obrigações domésticas.
E claro, tem defeitos, um deles é ser cabeça dura e exigente com os filhos, mas seu pior defeito é não saber dançar, pode isso? Vejam só, fui arrumar um companheiro que não sabe dançar, logo eu que faço da vida um passo de dança!
Mas toda a felicidade de estar ao lado dele compensa esse pequeno defeito. Pois ele é o meu eixo, meu incentivador, meu apoiador.
Vivi com ele uma das mais lindas histórias de amor, quando vim para a capital a última que pensava era em casamento. Nos meus projetos juvenis, iria seguir a carreira acadêmica com o mestrado e doutorado e teria um filho de produção independente(onde eu estava com a cabeça?).
Mas quando o vi, há quando o vi, a poesia se fez. Vi uma flor se abrindo, uma brisa passando e uma estrela caindo. Depois disso tudo o que eu queria era passar o resto da vida bem coladinha nele.
Hoje temos 13 anos de intenso amor, mas se meu casamento acabasse hoje, por qualquer motivo, eu diria que valeu a pena esse tempo vivido, só lhe daria adeus e agradeceria por tudo o que vivemos, pois foram 13 anos de felicidade.
Por isso concordo plenamento com o que diz Vinícius de Moraes:
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zêlo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e darramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contetentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, pôsto que e chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”
Vinicius de Moraes – Soneto da fidelidade