sexta-feira, 15 de abril de 2011

Blogagem Coletiva - Infância

Acredito que uma das melhores fases do desenvolvimento humano é a infância. A vida nessa fase não tem tanto peso e somos capazes de sermos felizes com muito pouco. Eu tive um pouco mais do que pouco, mas isso não importa.

Apesar de todas as dificuldades que passei, posso dizer com toda a convicção que tive uma infância feliz.

Vivíamos numa fartura danada: fartava comida, fartava roupa, fartava casa boa. Mas falando seriamente, não faltava o que era mais importante: o amor da família.

Naquela época, a maioria das crianças tinha uma coisa que as crianças hoje em dia não tem: a liberdade. Éramos como pássaros livres, tínhamos liberdade para brincar, na minha casa não tinha muro, nosso quintal era a rua.

As crianças brincavam e circulavam entre as casas como numa verdadeira comunidade. Obedecíamos aos mais velhos assim como obedecíamos a nossos pais. Todos tomavam conta das crianças, das suas e das dos outros. Na minha rua só tinha uma mãe que trabalhava, todas as outras ficavam em casa.

A rotina era chegar da escola, almoçar e ir para a rua brincar! Brinquei muito de casinha, de fazer bolo de terra e adorava colher flores e colocar em vidrinhos de esmalte para enfeitar a casinha

Brincávamos com o pé no chão, meu pé vivia estrupidado de tanta topada em pedras, brincava de bandeirinha, de roda, de amarelinha, de boca de forno, de pular corda e de bambolê, nessas duas últimas brincadeiras eu era muito boa!  Tomava banho de chuva, deitava em montes de areia, brincava de pular na poça d'água, subíamos em pés de árvores, comíamos frutas verdes!

Uma das lembranças mais gostosas que tenho é a de um pé de siriguela(era exatamente assim que falávamos) que tinha no fundo do quintal da minha avó. Era uma árvore enorme com vários galhos grandes e grossos que parecia estar ali para nos acolher e generosamente nos dava muitos frutos.

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Parte da minha infância passei em cima daquele pé de siriguela, era meu lugar preferido! Acompanhava as estações do ano através dele,via suas folhas caindo, depois aparecia lindas florzinhas pequenas e vermelhas.

 

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Logo depois apareciam os frutos pequenos e verdes que ao final se coloria de frutos cor laranja, verde e vermelho. Eram simplesmente uma delícia!

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Naquela época, o principal compromisso que tínhamos era brincar. Voltávamos para dentro de casa, apenas quando estava anoitecendo, todos cansados e sujos, tomávamos banho de mangueira, jantávamos e íamos dormir, afinal no outro dia ainda tínhamos que fazer muitas travessuras!

A infância pobre e a ausência de bens materiais não tinham nenhuma importância. Aquele era o mundo que conhecíamos, aquela era a felicidade possível, e tínhamos o que era fundamental para fazer uma criança feliz: liberdade e amor!

 

Esse texto faz parte da blogagem coletiva Fases da Vida, proposta pela queridíssima Rosélia do blog: http://espiritual-idade.blogspot.com. Obrigada Rosélia por essa belíssima oportunidade.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ainda sobre amor

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Olho minhas mãos.

Vejo-a preta.

Vejo-a laranja.

Vejo uma explosão de cores.

Cores que me remetem

A um baú de amores!

Alguns calmos.

Outros explosivos.

Uns fortes.

Outros frágeis.

Amores reais.

Amores platônicos.

Amores surreais.

Príncipe de cavalo branco

Que desapareceu com o vento.

Galã de lábios sabor morango

Com alma de vampiro.

Imperador romano de cabelos negros.

Menino moleque de olhos azuis e cachos de anjo.

Garoto de praia encantado pelo afeto.

Olhos verdes da esperança.

Olhos azuis da fantasia.

Olhos sem alma.

Olhos de encantamento.

Olhos que me tira a roupa.

Bailam na minha memória uma explosão de amores.

Naquele momento eternos.

Hoje passageiros.

Todos efêmeros.

Efêmeros amores!

domingo, 10 de abril de 2011

Recomendações ao meu amor-marido

 

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Chegue bem de mansinho perto de mim. Me pegue no colo. Me faça carinho no rosto. Me abrace forte. Diga que me ama.

Me questione algumas vezes, não aceite todas as minhas regras. Discuta comigo. Me convença que estou errada. Não deixe que eu escolha todas as vezes o restaurante que vamos e a comida que vamos comer.

Mas nunca, nunca tente mandar em mim, por picardia não obedecerei nenhuma ordem sua. Mas se me disser docemente ao ouvido ou me convencer de que está certo através do diálogo, lá estarei eu fazendo todas as suas vontades. Sonhe junto comigo que eu também sonharei junto com você.

Me estremeça. Me faça propostas indecentes. Seja ousado. Faça com que eu o admire. Faça com que eu o respeite.

Respeite as minhas limitações.Não cobre de mim uma casa limpa e perfeita. Eu já desencanei disso, não quero ser a esposa perfeita, nem a mãe perfeita, ja vi que não sou a mulher maravilha.

Jamais me exija janta pronta. Eu o mandarei fazê-la. Ainda que depois sinta culpa, eu não darei a essa culpa nenhum crédito. Acredito na divisão das atividades domésticas, portanto se cobrar de mim eu também cobrarei de você. A casa organizada e limpa é responsabilidade nossa, minha e sua. Você sabe que mesmo assim sempre acabo te dando um desconto, pois sei que sua jornada de trabalho é maior que a minha.

Nunca me acorde de madrugada para fazer qualquer coisa. Quando estou com sono fico muito mau-humorada. Pela manhã, nunca comece um diálogo comigo antes que eu tenha escovado os dentes e penteado o cabelo.

Costumo hibernar, portanto não se assuste com meus dias de urso, pode não ser com você, mas também pode ser. Respeite os meus silêncios. Se algum dia eu te chamar para sentar á mesa para conversar, se prepare, o assunto é muito sério. Cuidado comigo, sou muito observadora, penso muito antes de falar.

Nunca, nunca me traia. Eu não perdôo traição. Se o fizer, eu me excluo da sua vida e tirarei de você até seu último centavo!

Quando estou triste, revoltada ou emocionada eu choro. Não se preocupe com isso, eu só preciso que limpe minhas lágrimas ou que me dê seu abraço. Me perdoe se eu não for tão carinhosa com você como você é comigo, não aprendi a dar afeto com tanta facilidade como você. Me peça o beijo que quer. Me agarre. Me aperte. Me surpreenda.

Nunca me dê roupas de presentes, mas sempre me traga flores. Por favor, não se esqueça da data do meu aniversário! Será uma falha imperdoável!

Me beije muito, ande comigo de mãos dadas. Me conte piadas. Gargalhe comigo. Deixa eu adormecer deitada no seu ombro. Arrepie a minha pele, mas aceite os meu nãos. Aliás, não tenha certeza dos meus sims.

E agora a recomendação mais importante. Me ame! Me ame muito. Me ame com carinho, me ame com admiração, me ame com volúpia!

Se mesmo sabendo de tudo isso, você não sair correndo e ainda me disser que eu sou a mulher da tua vida. Eu me rendo. Sou tua! Completamente tua!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

LUTO

Ontem meu blog fez 01 ano. Mas o que é o aniversário de um simples blog diante da trajédia que aconteceu ontem no Rio de Janeiro?

Também fiquei de luto.

Assisti perplexa a aquele show de arrores. Impossível escrever sobre qualquer outra coisa.

Diante de tamanho desespero e dor das mães que perderam seus filhos, lágrimas rolaram no meu rosto. Quem é mãe sabe qual é o tamanho dessa dor.

Para cada um daqueles 11 anjos deixo minha solidariedade e essas 11 rosas brancas:

 

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Que a paz reine no coração dos familiares…

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Gente Fina

 

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Gente fina é outra coisa.
Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário. É simpática, mas não bobalhona. É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir. Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho. Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar. Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia. Gente fina não julga ninguém – tem opinião, apenas. Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer? Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra. Gente fina é que tinha que virar tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença.

Martha Medeiros
Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 15763, 19/10/2008.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

FOCO DE LUZ

Sei que agradecer novamente fica chato e repetitivo, mas não tenho como ir para outro post sem agradecer novamente a todos as palavras de carinho.
Não tem nada melhor que um dia depois do outro. Os dias ruins passam. Sempre passam. O meu passou. O seu também vai passar. Guardo comigo e deixo para vocês as palavras dessa maravilhosa blogueira que me disse:


"....Você esta no lugar que Deus precisa que esteja , para ser ali um foco de luz ... bjos querida

Jane querida, você foi foco de luz no meu dia cinzento. Obrigada!
Jane é a dona do blog janeladesonho.blogspot.com e com certeza ficará feliz com a sua visita.
Gd beijo

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Desculpe

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Me desculpe.
Desculpe se sou só sentimentos.
Desculpe se sou só emoção.
Desculpe se sou só dor.
Desculpe se sou só amor.
Desculpe se me dou numa bandeija de prata.
Desculpe se te desperto sentimentos.
Desculpe se não tenho vergonha de expor os meus.
Desculpe se abro a cortina da sua emoção.

Desculpe se sou fraqueza.
Desculpe se sou só coração.
Desculpe se te deixo triste.
Desculpe se te faço brotar lágrimas aos olhos
Não se preocupe comigo,
tenho alma de poeta.
Então me desculpe.
Desculpe se te desperto para a tua humanidade.
Desculpe se sou humana demais!

Gilmara Wolkartt

* Amigos, as palavras de carinho de cada um me reconfortou e me deu novo ânimo, a nuvem passou, não existe nada melhor que um dia após outro.
Sou psicóloga social e trabalho com situações de violência. Atualmente o serviço se ampliou  e tenho lidado cotidianamente com meninos e meninas abandonados e agredidos tanto no apecto físico, quanto psicológico. Alguns são meninos em situação de rua e com uso abusivo de drogas. Alguns são meninos com família, mas abandonados à sua própria sorte, alguns esperam anos no abrigo na expectativa de serem adotados, alguns são cuidados por parentes e tudo o que querem são o pai e a mãe, alguns vivem a mais de 02 anos sendo estuprados pelos pais ou padrastos. Nos dias em que estão mais frágeis esses meninos choram compulsivamente e querem colo...Eu dou colo, mas depois, sozinha, quem precisa de colo sou eu.  Amo a minha profissão, sou apaixonada pela área em que atuo, mas também sou humana e ver criança sofrendo me deixa revoltada.
Esse blog tem sido o meu colo. Por isso agradeço do fundo do meu coração a todos aqueles que se preocuparam comigo e me deixaram palavras de apoio.
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