quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dos registros que importam

Outro dia estava olhando o balcão onde tenho várias fotos em porta-retratos na minha casa. Estavam lá emolduradas numa imagem, minhas irmãs, meus sobrinhos, meus filhos, meu pai, minha avó, meu marido….Olhei novamente aquelas fotos. Curiosamente não tinha lá nem uma foto da pessoa mais importante da minha existência: minha mãezinha querida.

Ela detestava tirar fotos,  além disso todos que são da minha época sabem que não tínhamos as facilidades  e nem o hábito  que temos hoje de tirar fotos a todo momento.

Minha mãe praticamente não tem fotos. Também não sabia ler, nem escrever. Era analfabeta, nunca foi à escola. Ela não deixou imagem, escrita ou desenho. Ela não deixou registros concretos. Nada que seja possível tocar.

Mas deixou suas marcas fortemente no mundo. Perpetuou sua genética nos seus nove filhos. Em todos nós imprimiu a marca do amor e registrou nas pessoas que a conheceram, seu jeito, seu humor, suas mandigas.  Ajudava a todos que podia, com um chá, um prato de comida, um doce, um conselho.Tinha com todos e para todos tempo e paciência, era capaz de passar horas num bate-papo interminável com a comadre. Coisa que hoje em dia, com a correria da vida não fazemos, não temos tempo para um vizinho, um parente, um amigo.

Minha mãe não sabia escrever, mas deixou seu registro em todos que conviveu. Registrou solidariedade, imprimiu amor, escreveu fé. Marcou com o ferro da solidariedade a todos aqueles que lhe conheceram.

Tem pessoas que não precisam deixar escritos ou imagem, pois sabem marcar a alma das pessoas com a sua forma simples de viver.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Banho de lua

 

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Com a subjetividade à flor da pele,

Me visto de poesia

E sigo meu rumo

Ás vezes me visto de sol,

Ás vezes  de mar

Às veze me visto com o brilho das estrelas,

As vezes tomo banho de lua!

Sou lua nova,

Fico cheia, intensa.

Ás vezes míngua o meu amor, os meus desejos.

Mas lua crescente que sou,

Cada vez mais,

cresce o meu desejo de felicidade!

Gilmara Wolkartt

 

Para você, um bom início de semana, que ela seja repleta paz independente da fase em que você está. Viva bem com todas as suas fases, elas fazem parte de todo o seu processo de ser gente.

Gd beijo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Abandonou a família e foi ao cinema

Trabalho o dia todo,  além disso tenho dois filhos, um marido e uma casa enorme para arrumar. Mas a lua está cheia. Então a mulher mãe de família, sensata, boa esposa, também ás vezes fica cheia… para  dizer bem a verdade, de saco cheio de uma vidinha politicamente correta, de criança gritando no ouvido, de casa por arrumar, de janta por fazer.

Nesses momentos, não tem jeito, preciso de um tempo para mim, de um descanso. Ontem foi esse dia. Então, abandonei a família e fui ao cinema. Sozinha.

Assisti o Planeta dos Macacos – a origem, o filme não valeu tanto a pena assim, o que valeu mesmo foi aquele momento só meu. Aquele instante de liberdade, de escolher um filme sem justificativa, o lugar para sentar, de estar ali leve, livre, solta.

Quando terminou o filme, parei numa livraria, fiquei horas por ali, saboreando livros, lendo sinopses, folheando revistas. Clandestina, cúmplice de mim mesma!

Quando cheguei , lá pelas 11 horas da noite, a casa estava silenciosa, todas as luzes apagadas, a porta fechada.

Abri a porta, acendi as luzes. Fui em cada um dos quartos dos meus filhos. Serenamente eles dormiam, não havia acontecido nada de extraordinário devido a minha ausência, eles estavam ali, como sempre estiveram. Entrei no meu quarto e marido-amor também dormia, apenas se remexeu assim que entrei.

Tomei um banho demorado, sentindo escorrer aquela água morna e relaxante, água que levava consigo o peso do dia e deixava a minha alma ainda mais leve. Quando me deitei, marido-amor passou seus braços na minha cintura e continuou a dormir. Dos meus lábios brotou um sorriso, meus olhos se fecharam e meu corpo sentiu a paz de quem cumpriu o seu dia de felicidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Meu amor

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Meu amor,

Te amo tanto e tão profundamente que me dói o peito de tanto amor.

Te amo tanto e tão profundamente,que quando me beijas,

não toca apenas os meus lábios, beija também a minha alma.

Te amo tanto e tão profundamente, que o seu corpo está tatuado no meu,

Você está eternamente inscrito em mim.

Está na minha pele, nos meus poros, no meu coração.

Deixou em mim suas marcas, seu cheiro, seu tato.

Te amo tanto meu amor,

Tanto e tão profundamente que quando te vejo é como se visse um pedacinho de céu.

Meu amor, minha paz, meu aconchego.

Te amo tanto,  que quando me abraça, os anjos derramam em mim todo o pó das estrelas.

Te amo tanto e tão profundamente que sentir esse amor me emociona e através dele alcanço a luz do luar.

Te amo profundamente,

Tanto, que por você me visto de mar e me desmancho toda!

 

(Gilmara Wolkartt)

sábado, 10 de setembro de 2011

Quem morre?

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Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !
NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ

Martha Medeiros

 

Esse texto da Martha Medeiros é uma verdadeira injeção de ânimo! Amo esse texto, por isso compartilho com vocês, e o mais importante , não deixe de seguir o conselho dela: Não se esqueça de ser feliz! Eu estou sempre tentando, e fazendo o máximo para isso, principalmente nesse feriado prolongado que estamos por aqui, estou desde quarta-feira de folga, quinta-feira foi aniversário da minha cidade. Vitória fez 460 anos. Sexta-feira enforcamos. Ainda tenho esse resto de noite e o domingo para curtir muito. Desejo  a você um final de semana feliz!

Obs. Gostaram da minha foto? É só uma pontinha desse sol maravilhoso que está fazendo na minha ilha. Rssss….

Gd beijo

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Minha filha Serena


Ela tem 11 anos. Fará 12 daqui a 2 meses. Tem pernas grossas, seios salientes, é alta, mulata, longos cabelos encaracolados, tem olhos negros como duas jabuticabas.
Seus olhos são melancólicos, seu rosto é suave, sua pele de pêssego. Já não se lembra das  bonecas, mas ainda faz piruetas pela casa.
Está fascinada pelas cenas de romance. Delira com os beijos de amor. Fala sozinha, sonha de olhos abertos. Dá gritinhos histéricos. Chora quando contrariada. Reclama da vida, bate a porta, não desgruda do celular. Quer ficar junto das amigas. Ouve músicas bem alto. Dança. Escreve cartas de amor  e faz poesias. Passa sombra sobre os olhos, e rímel e lápis e batom. Faz caras e bocas no espelho. Sonha com um príncipe encantado. Ama. Odeia. Sofre. Vive intensamente sua fase juvenil.
Como leoa que cuida do filhote, observo calada.  Bem lá no fundo, não tenho gostado nada disso. Ainda te quero meiga, ainda te quero criança, ainda te quero menina.

Mas, indiferente ao meu querer, o tempo cumpre o seu papel e a flor desabrocha.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sem palavras

Queria te dizer muitas coisas,
mas as palavras foram passear
me deixaram sozinha
para organizar a bagunça
Jogada no meio do caos
frases insistem em se apresentar
vejo uma menina que quer ser levada pelo vento
mãos dadas querendo ousar um pouco mais
corpos dóceis
sorrisos largos
cabeça doendo
amigos em roda
e a filosofia da vida se pondo a mesa
e fé
e afeto
e vida
e cor
e caos.
(Gilmara Wolkartt)

****Hoje de fato, me faltam palavras. Estive ausente, pq não tive desejo de blogar. A maturidade me fez escutar mais os meus desejos e fazer de fato o que tenho vontade de fazer. O blog é meu espaço de sonhar e também de organizar meus pensamentos e sentimentos, mas ando muito impaciente para várias coisas. Mas de forma geral as coisas andam da mesma forma:  Estou sem paciência para novelas, cansada só de ver o trabalho doméstico a ser feito, com impressão que devo horas de sono para mim mesma, sem tempo para nada, com excesso de trabalho, louca para ver o sítio pronto, mas ainda com falta de grana. E sonhando, e sonhando, e sonhando….
Para você que veio me ver, todo o meu carinho e abraço forte.
Gd beijo
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