Há uma multidão de pensamentos em mim, uma multidão de sentimentos, uma multidão de sonhos. Todos desorganizados. Vivencio as sensações de cada vez, depois elaboro, depois coordeno, depois organizo. Me refugio nos sonhos, eles são os únicos que estão organizados. Assim vou vivendo, lendo a vida, vivendo. Observo com a paciência de um monge os sorrisos, as facetas, as falsidades, as mentiras, as limitações, os choros. É mágico esse ser-humano neótono, inacabado. Alguns estão engessados e não se abrem para a vida, mentem, se enganam, enganam o outro, decepcionam, cultivam a infelicidade.
Mas a mágica de um sorriso espontâneo me faz de novo me apaixonar por esse seres humanos que vejo, que estão em mim, que vivencio. Assim a vida se faz grande, milagrosa, apaixonante.
Apesar dessa intensa bagunça interna, prefiro o belo, prefiro sentir o perfume das flores, prefiro me deliciar com essa sensação maravilhosa que é viver.
Afinal, hoje é tempo de ser feliz!

