domingo, 20 de novembro de 2011

Do que sinto

 

 violino e flor 

Há uma multidão de pensamentos em mim, uma multidão de sentimentos, uma multidão de sonhos. Todos desorganizados. Vivencio as sensações de cada vez, depois elaboro, depois coordeno, depois organizo. Me refugio nos sonhos, eles são os únicos que estão organizados. Assim vou vivendo, lendo a vida, vivendo. Observo com a paciência de um monge os sorrisos, as facetas, as falsidades, as mentiras, as limitações, os choros.  É mágico esse ser-humano neótono, inacabado. Alguns estão engessados e não se abrem para a vida, mentem, se enganam, enganam o outro, decepcionam, cultivam a infelicidade.

Mas a mágica de um sorriso espontâneo me faz de novo me apaixonar por esse seres humanos que vejo, que estão em mim, que vivencio. Assim a vida se faz grande, milagrosa, apaixonante.

Apesar dessa intensa bagunça interna, prefiro o belo, prefiro sentir o perfume das flores, prefiro me deliciar com essa sensação maravilhosa que é viver.

Afinal, hoje é tempo de ser feliz!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Seus olhos

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De longe, sinto o seu olhar.

Ele me segue.

Ele me filtra.

Ele me infiltra.

Através deles você me vê.

Mas vê além de mim.

Me beija com olhos.

Me seduz.

Me inebria.

Seu olhar transita pelo meu corpo.

Tira minhas roupas.

Me deixa nua.

Me arrepia!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Minhas corujices

Minha vida tem sido uma correria, divido meu tempo em trabalhar, cuidar de duas casas( essa e a casa do sítio), das crianças, do cachorro, do marido! Sempre que o tempo me permite, me deleito com um bom livro, principalmente os de Martha Medeiros e os de Clarice Lispector, leio contos, pequenos textos e poesias.

Ainda faço poesia, costuro e blogo!

Na blogosfera descobri muitas coisas e uma delas foi o artesanato, agora divido meu tempo também com essas fofurices, encontrei o feltro e quando chego do trabalho estou sempre fazendo uma coisinha, relaxo com essa arte, feltro para mim, virou feltroterapia. Já falei que adoro corujas? Então adoro, fiz várias delas. Essa foi a primeira:

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Mas hoje quero mostrar para vocês as almofadas de corujas que fiz para o meu filho:

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Essa eu fiz ontem, não ficou linda! Ela veio fazer companhia para essa outra corujinha que já tinha feito:

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Eu aproveitei umas almofadas prontas que já tinha e fiz essas zoiudas. O que acharam? Ficaram bonitas? Meu Cauã não desgruda delas e dorme agarradinho nas corujas!

Também fiz essas mandalas com discos de isopor de pizza e feltro recortado, a garrinha para pendurar é lacre de latinha de refrigerante, ainda falta terminar uma, quando tiver tudo prontinho mostro para vocês. Elas irão enfeitar minha sala de jantar.

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Fico toda feliz em terminar meus trabalhos e poder dizer que fui eu quem fiz.

Agora quero mostrar minha outra arte no qual tenho o maior orgulho em mostrar:

 

 

 

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Não é linda a minha princesa?  Pois é, também foi eu quem fiz! Rssss..

Bom feriado para todos!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Não deixe para depois


"Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá..."

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O que faço?

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Me diz o que faço,

Com essa ânsia que habita aqui dentro,

Que sonha ser outra pessoa,

Que brinca de princesa e castelos,

Que rodopia segurando as mãos da vida

criança alegre, sorridente e faceira?

Me diz,

O que faço?

Com esse desejo

de sonhar com outros amores,

de vivenciar outras dores?

Me diz o que faço

com essa vontade de liberdade,

com esse desejo de felicidade?

Me diz o que faço

Com essa vontade de correr atrás do vento,

com essa ânsia de parar o tempo?

Me diz o que faço com essa menina que quer

brincar com as nuvens,

rodopiar com as estrelas

e fazer laços de afeto?

Me diz,

O que faço?

( Gilmara Wolkartt)

sábado, 5 de novembro de 2011

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

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Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,
Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,
É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.
Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Texto de: Arnaldo Jabor

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Das saudades eternas

Tem marcas que ficam para sempre. Uma delas é a marca da ausência. Fica ali um vazio. Um silêncio.
A marca da morte é a marca mais profunda que conheço. Fere profundamente a alma de forma silenciosa. O tempo faz a ferida cicatrizar. Mas ainda assim fica a marca, grande, protuberante, com quelóide.
Tenho em mim duas marcas profundas. A morte do meu pai e a morte da minha mãe.Minha mãe faleceu primeiro, um ano depois meu pai faleceu. Duas perdas seguidas. Duas marcas com quelóide. Insuperáveis.
Mas como já poetei por aqui.Eu sobrevivi. Depois dessas duas perdas nada mais me abala. Descobri que suporto qualquer coisa, sobrevivo a qualquer dor, descobri que sou como bambu, que diante das tempestades da vida, enverga,range, mas não quebra. Uma lição que esses dois grandes guerreiros me ensinaram até quando se fizeram ausentes fisicamente. Pois emocionalmente eles estão presentes em todos os espaços e momentos de nossa vida.
Aos meus amados pais:
Dário e Zilma.
Minhas saudades eternas.
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