Juventude. Mais uma fase da vida que chega, em que momento da vida ela chegou? Não sei ao certo, sei que minha adolescência foi curta, mas a juventude foi longa, e sinto que ainda perdura, apesar da idade cronológica dizer ao contrário.
Na juventude, tive todos os sonhos da juventude e achava que poderia mudar o mundo, a menina tímida, com baixa auto-estima, se afogava em livros e era muito observadora.
Parte da juventude passei dentro da igreja. Ali obtive todas as referências que me faltou no âmbito familiar. Quando entrei no grupo de jovens não conseguia abrir a boca sem gaguejar muito, no final já palestrava para grupos. Ao meu grupo de jovens da juventude devo todo o meu desenvolvimento, o meu saudoso JUCAP, que tinha líderes que me serviram de inspiração e foram a base de minha bandeira revolucionária. Edvan, Edísio, João, Andréia… eram eles meus heróis e no qual eu me espelhei. Ali também fiz amigos verdadeiros, Jocimar, Aninha….
Mas sonhadora que era, eu queria conquistar o mundo, queria ter uma profissão, ganhar dinheiro, viajar! Meus líderes disseram que eu podia, e eu acreditei.
Nessa fase da minha vida, a cidadezinha do interior se tornou pequena para o tamanho dos meus sonhos, ela não os cabia.Naquela idade, eu já era determinada, sabia exatamente o que eu queria: passar no vestibular, fazer psicologia, passar num concurso público e encontrar um príncipe encantado, se ele não existisse, teria um filho de produção independente. Na juventude eu escrevi o meu futuro! Mas sempre fui uma pessoa de fé. Naquela época tinha uma fé inabalável! E acreditava que todos os meus sonhos se realizariam.
Buscando alcançar meus projetos de vida, mudei de cidade, fui morar com uma tia. Como foi doloroso esse período! A saudade da família chegava a doer. Passar numa universidade pública federal não era para qualquer um. Para mim, que sempre estudara em escola pública, era ainda mais complicado.
Trabalhava o dia inteiro como doméstica para pagar o cursinho e a noite ia para o pré-vestibular, só consegui pagar 03 meses de cursinho e tive que abandonar, então estudava em casa mesmo. Em 1993, não existia cotas, não existia PROUNI, não existia nada, ou se tirava a pontuação necessária, ou não passava. Eu passei! Foi a maior vitória da minha vida, o maior orgulho da minha família e também da minha cidade.
Do período da universidade para frente, muitas coisas aconteceram, muitas coisas boas, mas também um rosário de lágrimas. Como a história é muito grande, deixo para outra oportunidade. Prefiro nesse momento, me deleitar apenas com as vitórias da juventude!
Afinal de contas, ser jovem é um estado de espírito de amor à vida e vontade de vencer!
Gd beijo a todos!
* Esse texto faz parte da blogagem coletiva FASES DA VIDA – Juventude, proposto pela querida Rosélia do blog Espiritualidade.