terça-feira, 27 de setembro de 2011

Há amor em mim

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Esse texto  faz parte da blogagem coletiva “ Há amor em mim” proposta pela querida Elaine Gaspareto do blog Um pouco de Mim, em comemoração ao aniversário de 03 ano de blog. Parabéns Elaine!

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Quando leio a frase há amor em mim, logo me vêm uma pergunta: Há amor em mim? Sem titubear respondo: Há, há amor em mim. Tanto amor que às vezes ele me escapole pelos olhos e se transformam em lágrima, em emoção líquida. Quanto mais penso, mais percebo, sou só amor! É o amor que me compõe, é o amor que me faz viva!

Quando vejo os pequenos gestos do meu pequeno Cauã, meu coração se enche de ternura. Me emociona ver o seu desenvolvimento, ver seus dedinhos desenhando, vê-lo de uniforme para ir à creche. A simples presença do meu filho me enche de amor! E quem tem amor, tem felicidade!

Quando vejo a minha filha já mocinha, se maquiando, me questionando, se responsabilizando pelas suas pequenas coisas, constato: há amor em mim. Por ela, para ela. Há em mim esse amor de mãe incondicional, ela pode ser tudo, qualquer coisa, pode errar, pode acertar, ainda assim a amarei!

Quando vejo o meu marido no sofá, tranquilo, à vontade, disfarçadamente o observo e meu coração se enche de amor, amo-o, amo tanto e tão profundamente que meu amor por ele é poesia pura, mesmo após 14 de casamento!

Há amor em mim, por cada criança pequenina que sofre violência física, psicológica e sexual que passa pelas minhas mãos, por elas o meu mais genuíno amor e sobretudo o meu desejo que elas encontrem nas suas vidas o amor que muitas vezes os seus pais não puderam dar, quando não são suficientes os atendimentos psicológicos e sociais pelos quais elas passam para amenizar seu sofrimento, meu coração transborda de amor e apelo aos céus que as protejam, meus joelhos se dobram e conclamo ao Senhor: Que Deus as proteja!

Há amor em mim, por cada um dos profissionais da minha equipe de trabalho, quando vejo a labuta diária e a dificuldade em trabalhar com situações tão desumanas!

Há amor em mim, por aqueles que me deram a vida, me amaram, me alimentaram, me acolheram. Meus pais, meus irmãos!

Diante do espelho, vejo minha imagem refletida e também declaro: Há amor em mim! Por mim mesma! Perdôo os meus defeitos, as minhas limitações, os meu ponto negativos. Me aceito. Me amo!

O amor está em mim! O amor é a razão de toda a minha existência!

Há amor em mim!

Sorte e escolhas bem feitas(refletindo com Martha Medeiros)


Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.
Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói.
Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.
Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas.
Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.
Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.
A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.

Martha Medeiros

E VOCÊ, ESCOLHE SER FELIZ OU SER TRISTE? QUAL DOS DOIS VOCÊ CULTIVA MAIS?

Gd beijo

domingo, 25 de setembro de 2011

Adélia sabe sabe das coisas

 

"Não quero faca, nem queijo.

Quero a fome."

Adélia Prado

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Querido diário

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Como é bom saber que chegou a sexta-feira! A semana foi pedreira! Cheia de desafios e problemas. O stress emocional foi muito grande, as atividades e  a correria também. Lidar com o ser humano em suas interfaces mais obscuras é desafiante!  Estou exaustíssima, a cabeça ainda pesada de informações e sentimentos, e o corpo sentindo todo o stress de uma semana inteirinha de problemas. .. Estou um caco!

Mas hoje é sexta-feira! Amanhã é dia de descanso( ops! faxina!).

Além disso a primavera está aí, dando um espetáculo de vida.

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Então, hoje é sexta-feira e a primavera chegou. Amanhã? Amanhã é outro dia.

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FELIZ PRIMAVERA PARA VOCÊ!

GD BEIJO

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dos registros que importam

Outro dia estava olhando o balcão onde tenho várias fotos em porta-retratos na minha casa. Estavam lá emolduradas numa imagem, minhas irmãs, meus sobrinhos, meus filhos, meu pai, minha avó, meu marido….Olhei novamente aquelas fotos. Curiosamente não tinha lá nem uma foto da pessoa mais importante da minha existência: minha mãezinha querida.

Ela detestava tirar fotos,  além disso todos que são da minha época sabem que não tínhamos as facilidades  e nem o hábito  que temos hoje de tirar fotos a todo momento.

Minha mãe praticamente não tem fotos. Também não sabia ler, nem escrever. Era analfabeta, nunca foi à escola. Ela não deixou imagem, escrita ou desenho. Ela não deixou registros concretos. Nada que seja possível tocar.

Mas deixou suas marcas fortemente no mundo. Perpetuou sua genética nos seus nove filhos. Em todos nós imprimiu a marca do amor e registrou nas pessoas que a conheceram, seu jeito, seu humor, suas mandigas.  Ajudava a todos que podia, com um chá, um prato de comida, um doce, um conselho.Tinha com todos e para todos tempo e paciência, era capaz de passar horas num bate-papo interminável com a comadre. Coisa que hoje em dia, com a correria da vida não fazemos, não temos tempo para um vizinho, um parente, um amigo.

Minha mãe não sabia escrever, mas deixou seu registro em todos que conviveu. Registrou solidariedade, imprimiu amor, escreveu fé. Marcou com o ferro da solidariedade a todos aqueles que lhe conheceram.

Tem pessoas que não precisam deixar escritos ou imagem, pois sabem marcar a alma das pessoas com a sua forma simples de viver.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Banho de lua

 

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Com a subjetividade à flor da pele,

Me visto de poesia

E sigo meu rumo

Ás vezes me visto de sol,

Ás vezes  de mar

Às veze me visto com o brilho das estrelas,

As vezes tomo banho de lua!

Sou lua nova,

Fico cheia, intensa.

Ás vezes míngua o meu amor, os meus desejos.

Mas lua crescente que sou,

Cada vez mais,

cresce o meu desejo de felicidade!

Gilmara Wolkartt

 

Para você, um bom início de semana, que ela seja repleta paz independente da fase em que você está. Viva bem com todas as suas fases, elas fazem parte de todo o seu processo de ser gente.

Gd beijo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Abandonou a família e foi ao cinema

Trabalho o dia todo,  além disso tenho dois filhos, um marido e uma casa enorme para arrumar. Mas a lua está cheia. Então a mulher mãe de família, sensata, boa esposa, também ás vezes fica cheia… para  dizer bem a verdade, de saco cheio de uma vidinha politicamente correta, de criança gritando no ouvido, de casa por arrumar, de janta por fazer.

Nesses momentos, não tem jeito, preciso de um tempo para mim, de um descanso. Ontem foi esse dia. Então, abandonei a família e fui ao cinema. Sozinha.

Assisti o Planeta dos Macacos – a origem, o filme não valeu tanto a pena assim, o que valeu mesmo foi aquele momento só meu. Aquele instante de liberdade, de escolher um filme sem justificativa, o lugar para sentar, de estar ali leve, livre, solta.

Quando terminou o filme, parei numa livraria, fiquei horas por ali, saboreando livros, lendo sinopses, folheando revistas. Clandestina, cúmplice de mim mesma!

Quando cheguei , lá pelas 11 horas da noite, a casa estava silenciosa, todas as luzes apagadas, a porta fechada.

Abri a porta, acendi as luzes. Fui em cada um dos quartos dos meus filhos. Serenamente eles dormiam, não havia acontecido nada de extraordinário devido a minha ausência, eles estavam ali, como sempre estiveram. Entrei no meu quarto e marido-amor também dormia, apenas se remexeu assim que entrei.

Tomei um banho demorado, sentindo escorrer aquela água morna e relaxante, água que levava consigo o peso do dia e deixava a minha alma ainda mais leve. Quando me deitei, marido-amor passou seus braços na minha cintura e continuou a dormir. Dos meus lábios brotou um sorriso, meus olhos se fecharam e meu corpo sentiu a paz de quem cumpriu o seu dia de felicidade.

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