domingo, 27 de novembro de 2011

Clariceando

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Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.

Clarice Lispector

OBS.; Na minha ilha a chuva não pára de cair. Passamos o dia de molho, o que é muito bom, pois precisava descansar. Aproveitei para fazer algumas artes e montar minha árvore de natal.

Deixo também os parabéns para a queridíssima Chica!

Boa semana para todos.

Gdbeijo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Formiguinha

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Em meio ao caos do fazer moderno, milhares de pessoas vendem a sua força de trabalho ao capitalismo. Vivem como formiguinhas num vai e vêm frenético. Operárias do capitalismo, trabalham, trabalham, trabalham. Não tem tempo para nada, trabalham.Lavam, passam, cozinham, varrem, fazem reuniões. No outro dia trabalham de novo, de novo, de novo.

Formiguinhas desse imenso formigueiro, que caminha trabalhando, tem um enorme peso nas costas, e continuam caminhando. Seguem a fileira das formiguinhas, cada uma com seu peso, cada uma com seu fardo. Muitas delas com um peso maior que seu tamanho.

Estou formiguinha hoje. Mas formiguinha cansada. Aquela formiguinha que parou no meio do caminho para refletir. Uma formiguinha que quer romper com a lógica do capital. Uma formiguinha que quer ter asas e voar!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Baú de Memórias II

 

lamparina

Nós somos a nossa história. Somos compostos de lembranças, sensações, experiências. Registramos em nossas memórias, fatos,pessoas, luz, sombra, tato, cheiros…

Um dos cheiros que tenho mais presente em mim, é o cheiro de querosene.

Por incrível que pareça, em 1980, ainda morávamos num barraco de madeira e sem luz elétrica.

Sinto com clareza o cheiro do querosene, o cheiro do tecido retorcido e embebido no querosene da lamparina que aos poucos queimava, inicialmente alta, mas depois mais baixa. Eu ficava horas olhando aquela chama e ficava fascinada. O cheiro de querosene entrava pelas minhas narinas e  tomava a casa inteira, logo que apagava a lamparina, saía aquela fumaça forte que ardia o nariz.

A família era grande e apenas uma pessoa determinava o lugar onde a lamparina precisava estar, essa pessoa era a minha mãe. Então, ás vezes ficávamos no escuro, se a lamparina ia com a minha mãe para outro cômodo da casa. Se ficássemos perto dela teríamos luz, estaríamos iluminados. Simbolicamente era isso mesmo, onde ela estava, fazia-se luz!

Mas a lamparina também traz lembranças ruins… certo dia, minha irmã mais velha esqueceu de apagar a lamparina quando fomos dormir. Dormíamos em quatro irmãos numa cama de casal. No meio da noite, sentimos uma grande quentura. Acordamos com os lençóis em chamas. A lamparina havia caído e nossas cobertas estavam pegando fogo, a parede de madeira também. Minha mãe correu para pegar água para apagar o fogo. Aquela parede queimada ficou ali durante muito tempo nos lembrando do acidente. Era uma marca enorme, preta, com carvão, que ficava logo acima da cabeceira da cama. Lembrava daquele dia fatídico. Lembrava que devíamos ter cuidado com o fogo. Lembrava que tem marcas que ficam….

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domingo, 20 de novembro de 2011

Do que sinto

 

 violino e flor 

Há uma multidão de pensamentos em mim, uma multidão de sentimentos, uma multidão de sonhos. Todos desorganizados. Vivencio as sensações de cada vez, depois elaboro, depois coordeno, depois organizo. Me refugio nos sonhos, eles são os únicos que estão organizados. Assim vou vivendo, lendo a vida, vivendo. Observo com a paciência de um monge os sorrisos, as facetas, as falsidades, as mentiras, as limitações, os choros.  É mágico esse ser-humano neótono, inacabado. Alguns estão engessados e não se abrem para a vida, mentem, se enganam, enganam o outro, decepcionam, cultivam a infelicidade.

Mas a mágica de um sorriso espontâneo me faz de novo me apaixonar por esse seres humanos que vejo, que estão em mim, que vivencio. Assim a vida se faz grande, milagrosa, apaixonante.

Apesar dessa intensa bagunça interna, prefiro o belo, prefiro sentir o perfume das flores, prefiro me deliciar com essa sensação maravilhosa que é viver.

Afinal, hoje é tempo de ser feliz!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Seus olhos

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De longe, sinto o seu olhar.

Ele me segue.

Ele me filtra.

Ele me infiltra.

Através deles você me vê.

Mas vê além de mim.

Me beija com olhos.

Me seduz.

Me inebria.

Seu olhar transita pelo meu corpo.

Tira minhas roupas.

Me deixa nua.

Me arrepia!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Minhas corujices

Minha vida tem sido uma correria, divido meu tempo em trabalhar, cuidar de duas casas( essa e a casa do sítio), das crianças, do cachorro, do marido! Sempre que o tempo me permite, me deleito com um bom livro, principalmente os de Martha Medeiros e os de Clarice Lispector, leio contos, pequenos textos e poesias.

Ainda faço poesia, costuro e blogo!

Na blogosfera descobri muitas coisas e uma delas foi o artesanato, agora divido meu tempo também com essas fofurices, encontrei o feltro e quando chego do trabalho estou sempre fazendo uma coisinha, relaxo com essa arte, feltro para mim, virou feltroterapia. Já falei que adoro corujas? Então adoro, fiz várias delas. Essa foi a primeira:

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Mas hoje quero mostrar para vocês as almofadas de corujas que fiz para o meu filho:

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Essa eu fiz ontem, não ficou linda! Ela veio fazer companhia para essa outra corujinha que já tinha feito:

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Eu aproveitei umas almofadas prontas que já tinha e fiz essas zoiudas. O que acharam? Ficaram bonitas? Meu Cauã não desgruda delas e dorme agarradinho nas corujas!

Também fiz essas mandalas com discos de isopor de pizza e feltro recortado, a garrinha para pendurar é lacre de latinha de refrigerante, ainda falta terminar uma, quando tiver tudo prontinho mostro para vocês. Elas irão enfeitar minha sala de jantar.

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Fico toda feliz em terminar meus trabalhos e poder dizer que fui eu quem fiz.

Agora quero mostrar minha outra arte no qual tenho o maior orgulho em mostrar:

 

 

 

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Não é linda a minha princesa?  Pois é, também foi eu quem fiz! Rssss..

Bom feriado para todos!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Não deixe para depois


"Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá..."
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