Sou um pessoa muito tranquila, da paz. Sou calma, transparente. Jamais destrato uma pessoa, sou incapaz de gritar com alguém. Não me intrometo na vida de ninguém, mas procuro ajudar a todos que me procuram. Sempre levo as pessoas em consideração, escuto as pessoas com carinho e atenção.
Sou uma pessoa que penso muito antes de falar. E aí está meu defeito! As vezes as coisas passam e eu não falei o que devia falar. E isso tem me incomodado. Se me dão a palavra, discorro maravilhosamente, mas se não me dão, não luto por ela. Não me coloco. Não me apresento. Não exponho minhas idéias. Tenho ficado silenciosa, introvertida! Muitas vezes passo despercebida, ás vezes tenho a sensação de estar transparente!
Deixo de falar muitas vezes, em casa, na igreja, no trabalho, no curso. Fico procurando motivos para esse comportamento. Me lembro de algumas frases que escutei na minha adolescência que podem ter contribuído para esse comportamento. Uma delas foi “ só abra a boca quando tiver certeza que o que vai falar vai ser mais útil do que ficar calado”, guardei esse frase durante muito tempo como uma verdade, e então muitas vezes me calava diante das situações, outra frase foi que “quem fala muito dá bom dia a cavalo”. Algumas coisas ditas em determinadas fases do desenvolvimento do indivíduo, que são apreendidas como uma verdade mental, acabem moldando alguns comportamentos. O fato é que ficar calada não tem sido bom para mim, pelo contrário, afinal como andou rolando aí pelo face “ quem muito se ausenta, um dia deixa de fazer falta”. Não tenho medo da solidão, mas tenho medo de não fazer falta para ninguém.
Mas como sou uma pessoa que estou o tempo inteiro me reconstruindo, refletindo sobre as minha condutas, estou aqui tornando consciente essas minhas atitudes, para num segundo momento conseguir mudá-la. Preciso ser leve, sem ser ausente. Preciso me tornar presente e a palavra é a melhor forma de se fazer conhecer, de estar, de ser. Preciso falar, falar, falar. Preciso me expor, sem medo de julgamentos. Preciso SER para mim, mas também para os outros!
Todo dia, um novo aprendizado, e assim caminha a vida. Me sinto feliz por ter escrito esse texto. Parece que arrumei alguma coisa dentro de mim. Eu, caçador de mim.
Bora lá publicar sem medo!