Quem nunca sentiu inveja, que atire a primeira pedra. A inveja é um dos sentimentos mais antigos descritos pela humanidade.
Quem primeiro falou sobre a inveja foi a bíblia, quando relata que Caim, por inveja da atenção e carinho que Abel recebia dos pais, o assassinou.
Que não nos enganemos, ninguém está imune á inveja, ou porque sente, ou porque é alvo da dela. Talvez esse seja o sentimento que mais atormente o ser humano. Isso porque ele exalta as nossas carências e principalmente nossas faltas.
Mas o que é inveja? Segundo o dicionário aurélio, inveja é o desejo violento de possuir o bem alheio.
Na minha opinião inveja é quando eu olho e quero para mim o que é do outro. Como se lá no fundo, eu sentisse que aquilo me pertence, e que a outra pessoa não merece ter aquele objeto ou coisa.
O invejoso olha com olhos de cobiça, e quer o objeto para si, em destrimento do outro.
Alguns classificam a inveja, em inveja ruim e inveja boa. A inveja ruim é destrutiva, usurpadora, negativa. A inveja boa está mais próxima da admiração.
Vou confessar.Eu tenho inveja. Tenho inveja das pessoas que vivem simplesmente, sem tantos afazeres e obrigações, tenho inveja de quem pode pintar a unha com esmalte comum, pois eu tenho alergia a esmalte, tenho inveja do cabelo de Taís Araújo, esta última versão, longo, cacheado e cheio.
Mas não gostaria de ter essas coisas em detrimento do outro, eu queria ter também! O cabelo da Taís por exemplo, não precisa cair para eu ter um cabelo igual. Então não é necessariamente inveja, e sim admiração!
A inveja ruim destrói as relações e quem mais sofre com isso é o próprio invejoso. São pessoas que simplesmente não tolera a felicidade do próximo porque não consegue, ele mesmo, ser feliz.
A inveja também está relacionada a baixa estima, pois a pessoa não se gosta e tem complexo de inferioridade. Está insatisfeito consigo próprio e deseja se eximir de sua própria vida e ter a vida da outra pessoa. O invejoso está insatisfeito com aquilo que é, mas não faz nada para mudar, não age, fica passivo cobiçando o que é do outro, não olha para si, não reflete sobre sua pessoa para tentar melhorar.
Nessa roda viva que é a vida, precisamos passar por um processo de aprendizagem e acionar nossa capacidade de nos amar, para ficarmos livres de armadilhas emocionais como a inveja.
Termino com Augusto Cury que diz:
"Quem não vive um romance com sua vida, será um miserável no território da emoção"
Gilmara S. Coutinho Wolkartt
Esse texto faz parte da blogagem coletiva do blog "café com bolo" de Glorinha de Lion

6 comentários:
Perfeito o seu post! É isso mesmo, muitas pessoas acham que merecem algo e que outros não, e querem apenas para si.
Todos nós sentimos inveja é inevitável, mas não chegamos ao ponto de desejar mal a alguém. Isso já tem outro nome!
Beijos
Oi Gilmara, muito bom! adorei como vc exepmplificou ao dizer que queria ter o cabelo da Taís Araújo, mas nem por isso queria que o dela caísse...é isso, resumindo: quero o que ela tem, mas não quero que com isso ela não tenha. Foi o que eu expliquei lá no meu post. Quando desejamos usurpar o que o outro possui, aí é pathos, não é a inveja normal de quem é humano.beijos
Muito legal! concordo também com a Glorinha(acima).
Um abraço!!
Oi Gilmara
Demorei mas cheguei. Desculpe o atraso.
É isso aí, a Inveja é um mal terrível.
Mas eu sinto como você. Eu às vezes quero ter "também" o que o outro tem, mas não ter o dele, porque isso seria muito ruim.
beijos
Com toda a sinceridade...não me lembro quando senti inveja de algo ou alguém...gosto tanto do meu mundinho que não paro para sentir inveja!
Lendo teu texto,que gostei muito,parei para lembrar quando eu sentira inveja e...NADA,nem quando era criança!
Saiba que te admiro muito....
Minha querida
Um texto que deixa a pensar, a inveja é um sentimento que corroi as pessoas.
Adorei o texto, muito real.
Beijinhos
Sonhadora
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Beijos floridos na sua alma
Gilmara