quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Da solidão

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Era fim de tarde. Minhas mãos ao volante levava o carro a deslizar pelo asfalto.

Sigo o mar, que se apresenta à minha frente como espelho d'água. Garças sobrevoam o mar. Barcos deslizam sobre a água. Pensamentos difusos também deslizam em mim, me tomam toda.

O mar, as garças e os barquinhos formavam um lindo cenário. Um cenário que refletia  toda a beleza de estar e ser desse planeta. Um cenário lindo, mas solitário. Nele não tinha pessoas, mas nem por isso ele deixava de ser belo.

Aquele cenário me levou ao quintal secreto da minha alma. Lá, onde a solidão toma assento,  penso nela que sempre me acompanha. Sinto-me um ser estranho num mundo cheio de pessoas que não fazem contatos afetivos com outras pessoas. Vivo entre multidões. Mas minha alma é solitária.

Sempre tenho muitas companhias, mas pouca comunhão de alma. Sou feita de solidões. O pior é que eu e ela, costumamos nos dar bem. É com ela que minha alma comunga, para ela eu me mostro. Quando estou em silêncio é com ela que estou falando, minha amiga é a solidão. É. Eu gosto dela.

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Beijos floridos na sua alma
Gilmara

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