Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
5 comentários:
Acredita Gil, que nesses tempos em que a saudade sangra, lembrei demais desse poema de Carlos?!
Beijuuss e obriagada pelo carinho lá deitado
Oi Gil!
Falta e ausência se misturam e confundem, mas a ausência é bem mais leve.
Beijinhos!
Que maravilha de poema e bem cheio de verdades...LINDO! beijos,obrigado pelo carinho lá! chica
Puxa!!!!
Estou pasma com a beleza, a profundidade e a verdade disto, Gilmara!
Obrigada por tão bela partilha, não o conhecia! Vou levar e guardar pra ler nos momentos de saudades!
Beijos mil
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Beijos floridos na sua alma
Gilmara