segunda-feira, 3 de outubro de 2016

"Somos a concretização dos planos e a finalização de ciclos. Somos a morte de um tempo e a esperança por novos dias. Somos as cadeiras na calçada de nossa infância, chaleira apitando na cozinha, o melado raspado no fundo da panela. Somos o relógio marcando a hora de voltar para casa, o andar descalço na ponta dos pés enquanto todos dormem, a flor roubada amanhecendo no chão do nosso quintal. Somos acorde de violão enchendo o ar de uma noite estrelada e a despedida antes da hora prometida. Somos encontro, certeza, realidade e verdade. Somos lembrança, desistência e recomeço. Somos início, somos fim. Somos, acima de tudo, impermanência."
Fabíola Simões

Notas: Essa foto é do meu filho com algumas flores que no final da tarde caem dos pés. Para mim elas são o retrato vivo da impermanência. Pela manhã, até por volta das duas horas elas estão lindas e vivas, depois caem todas e murcham depois de algumas horas, impermanentes! Devem ser apreciadas por algumas horas, assim como a nossa vida, também impermanente, deve ser apreciada enquanto estamos por aqui.

Gd beijo

Um comentário:

Roselia Bezerra disse...

Boa noite, querida Gilmara!
Bonita explicação qe vc nos dá das flores e a metáfora que faz... assim é memso a vida!
Bjm muito fraterno

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Beijos floridos na sua alma
Gilmara

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