“Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.”
Caio Fernando Abreu.
“Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.”
Caio Fernando Abreu.
Era fim de tarde. Minhas mãos ao volante levava o carro a deslizar pelo asfalto.
Sigo o mar, que se apresenta à minha frente como espelho d'água. Garças sobrevoam o mar. Barcos deslizam sobre a água. Pensamentos difusos também deslizam em mim, me tomam toda.
O mar, as garças e os barquinhos formavam um lindo cenário. Um cenário que refletia toda a beleza de estar e ser desse planeta. Um cenário lindo, mas solitário. Nele não tinha pessoas, mas nem por isso ele deixava de ser belo.
Aquele cenário me levou ao quintal secreto da minha alma. Lá, onde a solidão toma assento, penso nela que sempre me acompanha. Sinto-me um ser estranho num mundo cheio de pessoas que não fazem contatos afetivos com outras pessoas. Vivo entre multidões. Mas minha alma é solitária.
Sempre tenho muitas companhias, mas pouca comunhão de alma. Sou feita de solidões. O pior é que eu e ela, costumamos nos dar bem. É com ela que minha alma comunga, para ela eu me mostro. Quando estou em silêncio é com ela que estou falando, minha amiga é a solidão. É. Eu gosto dela.
Eu e meu pequeno Cauã em um desses momentos de ternura fotografado pela minha filha.
Tem dias que chego em casa (do trabalho) totalmente tensa, cansada, acabada, estressada. Nesses momentos não quero falar com ninguém! Sento no sofá e quero ficar ali, parada, quieta.
Mas, mal me sento lá vem o menino-ternura. Senta no meu colo, me abraça forte e me diz que está com muita, muita, muita saudade minha…
Nesse momento, tudo vira luz, logo a vida volta a ficar colorida, tudo passa a ter graça, estar ali é lindo e a vida é novamente um milagre a ser vivido!
Meu principezinho, você é a razão da minha vida, meu amor por você é sem limites!
Entardeceu e da minha janela já não vejo um céu azul. Perambulo em mim mesma como vira-lata sem rumo. A casa está imensa, desdobra-se como labirinto, compõem-se de muros altos, nela não há saída. Não há sol, não há brisa, não há cidade com ruas de pedra. Porque tem dias que são assim, confusos, nebulosos, imensos. Porque tem dias que são sombras. Porque tem dias que nos rasga por dentro, e nos sentimos assim impotentes, desamparados!
"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra... Dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia….”
Caio Fernando Abreu.
Deixo acima imagens de dias lindos vividos em Tiradentes-MG, numa segunda viagem de lua de mel, só eu e meu amor. Passamos três dias numa pousada e nos divertimos muito. Tiramos poucas fotos juntos, pois marido-amor detesta tirar fotos, mas consegui capturar algumas imagens dele…rsss! Tiradentes é um paraíso para quem, como eu, gosta de artesanato, além disso é um verdadeiro mergulho na história do Brasil. Adorei o passeio e quero voltar lá outras vezes.
Mas como disse Caio, a vida segue, e essa semana promete!
Desejo a todos uma excelente semana!
Gdbeijo